CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E CIRURGIA EM MULHERES COM CÂNCER DO COLO DO ÚTERO ATENDIDAS NA GINECO OBSTETRÍCIA - IPS 2023
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23331Palavras-chave:
Câncer do colo do útero. Linfadenectomia. Tumor maligno.Resumo
O câncer do colo do útero permanece como um dos principais desafios de saúde pública global, sendo o segundo tumor ginecológico mais frequente e uma importante causa de mortalidade em mulheres com menos de 65 anos. Em 2018, foram registrados 569.847 novos casos em todo o mundo, representando 6,6% de todos os cânceres femininos, além de 311.365 óbitos, correspondendo a 7,5% das mortes por câncer. Apesar de avanços na prevenção e detecção precoce, especialmente com o rastreamento por citologia oncótica e vacinação contra HPV, muitas mulheres ainda são diagnosticadas em estágios avançados, o que compromete o prognóstico. Entre as opções terapêuticas, a traquelectomia radical e a linfadenectomia surgem como alternativas cirúrgicas relevantes em determinados cenários clínicos. Este estudo teve como objetivo descrever as características clínicas e os tratamentos realizados em pacientes com câncer do colo do útero atendidas no Serviço de Gineco-Obstetrícia do Hospital Central do IPS, no ano de 2023. Trata-se de um estudo observacional transversal que incluiu pacientes hospitalizadas com diagnóstico confirmado de tumores malignos do colo uterino, segundo o CID-10, abrangendo lesões de endocérvice, exocérvice, colo e istmo uterino. Foram identificadas 83 pacientes. A mediana de idade foi de 42,5 anos (variação: 23–84), sendo que 44,5% tinham menos de 40 anos, e 53% residiam em áreas rurais. O tempo médio de internação foi de 3,1 ± 2,7 dias, e 28% apresentavam sobrepeso ou obesidade. Em relação ao estadiamento, 41% estavam no estágio I, 36% no estágio II e 23% no estágio III. Procedimentos como anexectomia e linfadenectomia foram realizados em 57% das pacientes. Observou-se que mulheres mais jovens (<43 anos) e de zonas rurais apresentavam maior frequência de sobrepeso/obesidade associada a estágios II e III da doença.Os achados reforçam a necessidade de estratégias voltadas ao diagnóstico precoce, acesso ampliado ao atendimento especializado e abordagem multidisciplinar para reduzir a morbimortalidade relacionada ao câncer cervical.
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