USO DAS ESTATINAS NA PREVENÇÃO PRIMÁRIA DE EVENTOS CARDIOVASCULARES: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i12.22982Palavras-chave:
Estatinas. Prevenção primária. Doenças cardiovasculares. LDL-colesterol. Adesão terapêutica.Resumo
As doenças cardiovasculares (DCVs) permanecem como a principal causa de morbimortalidade em nível mundial, representando uma expressiva carga clínica e econômica. Entre os fatores de risco modificáveis, destacam-se dislipidemia, hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, obesidade e sedentarismo, sendo a aterosclerose a principal responsável pelos eventos cardiovasculares agudos. As estatinas, inibidores da HMG-CoA redutase, reduzem o LDL-colesterol e apresentam efeitos pleiotrópicos relevantes, como ação anti-inflamatória e estabilização de placas ateroscleróticas. Nesta revisão integrativa foram analisados 15 estudos publicados entre 2015 e 2025, incluindo ensaios clínicos, metanálises, diretrizes e estudos observacionais, com o objetivo de avaliar eficácia, segurança, adesão e aplicabilidade das estatinas na prevenção primária de eventos cardiovasculares. Os achados demonstram que o uso de estatinas reduz de forma consistente o risco de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e mortalidade cardiovascular, sobretudo em adultos com risco intermediário ou elevado. Em indivíduos acima de 75 anos, os benefícios persistem, embora a evidência seja ainda limitada. A adesão terapêutica, o acompanhamento clínico contínuo, a individualização da terapia e a implementação de políticas de saúde bem estruturadas configuram-se como fatores determinantes para potencializar os efeitos protetores. Assim, o uso de estatinas na prevenção primária mostra-se seguro e eficaz, desde que inserido em uma abordagem multidimensional que considere aspectos clínicos, sociais e institucionais.
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