O IMPACTO DA MOVIMENTAÇÃO ORTODÔNTICA NA SAÚDE PERIODONTAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.22678Palabras clave:
Movimentação ortodôntica. Saúde periodontal. Retração gengival. Tratamento ortodôntico.Resumen
Introdução: A crescente demanda por tratamentos ortodônticos, aliada à prevalência de doenças periodontais em adultos, ressalta a necessidade de um planejamento cuidadoso e interdisciplinar para a movimentação ortodôntica, especialmente em pacientes com comprometimento periodontal prévio. O desconhecimento dos limites biológicos do periodonto e a aplicação inadequada de forças podem levar a complicações sérias, como reabsorção radicular, deiscências e fenestrações ósseas, que predispõem à recessão gengival. Objetivo: Analisar criticamente os impactos da movimentação ortodôntica na saúde periodontal, evidenciando os mecanismos biológicos envolvidos, os fatores de risco e a importância da integração entre Ortodontia e Periodontia para um planejamento clínico seguro e fundamentado. Materiais e Métodos: Trata-se de uma revisão de literatura com abordagem qualitativa, realizada entre agosto e novembro de 2025, utilizando publicações científicas disponíveis no PubMed e Google Acadêmico, abrangendo artigos em inglês e português publicados entre 2014 e 2025. Resultados: O impacto do movimento ortodôntico no periodonto é uma interação complexa, dependente da intensidade, direção e duração das forças aplicadas, bem como da resposta biológica individual. A movimentação promove a remodelação do ligamento periodontal e do osso alveolar. Forças excessivas podem levar à hialinização, necrose e reabsorção radicular. Movimentos inadequados, como a vestibularização excessiva, podem predispor à recessão gengival, especialmente na presença de tábua óssea fina. No entanto, a ortodontia, quando bem planejada e executada com forças leves e contínuas, e em colaboração interdisciplinar (perio-orto), não compromete a saúde periodontal e pode oferecer benefícios como a eliminação de traumas oclusais e o ganho de inserção clínica em casos específicos. Conclusão: A movimentação ortodôntica é um processo essencialmente fisiológico que requer manejo clínico rigoroso. O sucesso do tratamento depende do controle.
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