RELAÇÃO ENTRE ESCOLIOSE IDIOPÁTICA E DOR MUSCULOESQUELÉTICA EM ADOLECENTES: REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.22061Palavras-chave:
Adolescente. Dor musculoesquelética. Escoliose idiopática. Fisioterapia. Postura.Resumo
Introdução: A escoliose idiopática do adolescente é uma deformidade tridimensional da coluna vertebral caracterizada por curvaturas laterais associadas à rotação das vértebras, de etiologia desconhecida, acometendo principalmente adolescentes durante o pico de crescimento. Esta condição pode gerar implicações estéticas, funcionais e emocionais, além de estar frequentemente relacionada a dores musculoesqueléticas, comprometendo a qualidade de vida dos indivíduos afetados. Objetivo: Analisar a relação entre a escoliose idiopática e a dor musculoesquelética em adolescentes. Método: Trata-se de uma revisão de literatura, realizada por meio da seleção de artigos científicos publicados em periódicos indexados nas bases de dados do SCIELO (The Scientific Eletronic Library Online), National Library of Medicine (PUBMED) e Biblioteca virtual em Saúde (BVS), tendo a busca ocorrida entre os meses de agosto a setembro de 2025, sendo utilizado os descritores extraídos do DeCS (Descritores em Ciências da Saúde): fisioterapia, postura, adolescência, dor musculoesquelética., através do operador AND para combinar os dados. Foram selecionados artigos de estudo de caso, intervenção, randomizado, coorte multicêntrico, revisão sistemática, metanálise, que estejam disponíveis nos idiomas: português, inglês e espanhol, publicados nos últimos 10 anos e de acesso gratuito. Sendo excluídos resumos, teses, dissertações, monografias e artigos que estiverem disponíveis na íntegra. Após a análise e seleção por meio dos critérios de inclusão e exclusão restaram seis estudos, os quais compuseram a amostra. Resultados: Os estudos analisados demonstraram grande variabilidade nos parâmetros clínicos e radiográficos da escoliose idiopática do adolescente. A correlação entre os eixos sagitais e coronais mostrou-se fraca, evidenciando que a deformidade possui comportamento tridimensional e compensatório. Observou-se predominância do sexo feminino e maior ocorrência na faixa etária entre 10 e 18 anos. A assimetria dos ombros apresentou baixa concordância com o teste de Adams e a rotação do tronco medida pelo escoliômetro, indicando limitação como método isolado de triagem. Apenas pequena parcela dos pacientes apresentou desalinhamento sagital significativo (SVA > 50 mm), reforçando a capacidade de compensação postural dos adolescentes. De modo geral, os resultados apontam que o diagnóstico e o acompanhamento da EIA devem considerar múltiplos parâmetros clínicos e radiológicos, além da utilização de métodos combinados e padronizados para maior precisão na avaliação. Conclusão: Evidenciou que a escoliose idiopática do adolescente é uma condição complexa, que impacta significativamente a estrutura musculoesquelética quanto o bem-estar físico e emocional dos adolescentes. A dor musculoesquelética em adolescentes com escoliose idiopática está associada a assimetrias musculares, fadiga, alterações na distribuição de cargas e compensações posturais. Sendo assim, conclui-se que a relação entre escoliose idiopática e dor musculoesquelética é multifatorial, envolvendo fatores biomecânicos, musculares e psicossociais.
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