TROMBOCITEMIA ESSENCIAL NA GRAVIDEZ: UMA REVISÃO DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i10.21414Palavras-chave:
Trombocitemia essencial. Gravidez. JAK-2.Resumo
O presente estudo tem como objetivo revisar a literatura científica acerca da trombocitemia essencial (TE) e suas implicações durante a gravidez, enfatizando os riscos materno-fetais e as estratégias terapêuticas mais seguras. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, realizada entre 1991 e 2024, nas bases de dados SciELO, PubMed e LILACS, utilizando os descritores “trombocitemia essencial”, “gravidez” e “tratamento”, em português e inglês. Foram incluídos artigos em português, inglês e espanhol que abordassem a relação entre trombocitemia essencial e gestação, considerando aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos; e excluídos aqueles sem relação direta com o tema.Os resultados apontam que a TE é uma doença mieloproliferativa crônica caracterizada pela proliferação excessiva de megacariócitos e aumento de plaquetas circulantes, geralmente associada à mutação JAK2 V617F. Essa mutação contribui para um estado pró-trombótico, que, somado às alterações fisiológicas da gestação, eleva significativamente o risco de trombose, hemorragias, abortos espontâneos, parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino e morte fetal. O diagnóstico baseia-se em hemograma, biópsia de medula óssea e testes moleculares, enquanto o tratamento inclui aspirina em baixas doses, heparina de baixo peso molecular e interferon, sendo este o único agente citoredutor seguro durante a gravidez.Conclui-se que a trombocitemia essencial requer acompanhamento multidisciplinar e individualizado durante a gestação, com ênfase no controle de fatores de risco e na vigilância laboratorial constante. O manejo adequado e o diagnóstico precoce são fundamentais para minimizar as complicações materno-fetais e garantir melhores desfechos obstétricos.
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