ASSOCIAÇÃO ENTRE A ARTÉRIA MEDIANA PERSISTENTE E A SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO

Autores

  • Rayssa Julliane de Carvalho Faculdade de Ciências Médica da Paraíba
  • Emiliana Queiroga Cartaxo Faculdade de Ciências Médica da Paraíba
  • Milene Trigueiro Pereira da Nóbrega Faculdade de Ciências Médica da Paraíba
  • Edgar Adolfo Freitas Costa Faculdade de Ciências Médica da Paraíba

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v1i4.18459

Palavras-chave:

Variação anatômica. Achado incidental. Compressão do Nervo Mediano.

Resumo

A síndrome do túnel do carpo (STC) é a neuropatia mais conhecida no mundo, tendo como causa, a compressão do nervo mediano. Pode desencadear dor, dormência, formigamento, fraqueza e, embora a etiologia da STC seja desconhecida, fatores congênitos podem estar associados, como a persistência da artéria mediana (AMP).  O objetivo do presente trabalho foi analisar a literatura científica sobre associação da AMP com a STC. Trata-se de uma revisão da literatura, realizada entre outubro e dezembro de 2023, por meio de pesquisa na biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando como descritores os termos: “artéria mediana” AND “síndrome do túnel do carpo”. Os critérios de inclusão foram artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais nos últimos 5 anos, nas línguas português, inglês ou espanhol, sendo o corpus final constituído por 3 artigos lidos na íntegra. Devido à complexidade do desenvolvimento vascular do membro superior, várias anomalias podem surgir, como ausência de artérias, alterações nas origens ou persistência de artérias embrionárias. A artéria mediana persistente (AMP) pode continuar a fornecer sangue ao nervo mediano na idade adulta, causando sintomas relacionados a distúrbios desse nervo. Um dos procedimentos mais comuns em cirurgia da mão é a liberação aberta do túnel do carpo. A descoberta da AMP durante a cirurgia deve alertar para a possibilidade de anomalias associadas e risco de isquemia. Assim, a AMP deve ser investigada em pacientes com STC, especialmente aqueles com sintomas atípicos ou que não respondem ao tratamento convencional. A identificação precoce da AMP pode melhorar o planejamento cirúrgico e os resultados clínicos. Exames de imagem, como a angiotomografia, são essenciais para avaliar a vascularização do túnel do carpo e planejar a abordagem terapêutica. Mais estudos são necessários para entender melhor a prevalência da AMP e suas implicações clínicas.

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Publicado

2025-03-27

Como Citar

Carvalho, R. J. de, Cartaxo, E. Q., Nóbrega, M. T. P. da, & Costa, E. A. F. (2025). ASSOCIAÇÃO ENTRE A ARTÉRIA MEDIANA PERSISTENTE E A SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 1(4), 39–46. https://doi.org/10.51891/rease.v1i4.18459