ALÉM DA AMAZÔNIA: A DISPERSÃO E OS IMPACTOS DA FEBRE OROPOUCHE NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v10i12.17656Palavras-chave:
Febre Oropouche. Arboviroses. Saúde Pública. Vigilância Epidemiológica.Resumo
Este estudo analisa a expansão geográfica da febre Oropouche no Brasil, destacando seus impactos na saúde pública. A febre Oropouche é uma arbovirose emergente causada pelo vírus Oropouche. A pesquisa, baseada em revisão bibliográfica, examinou publicações recentes sobre os aspectos clínicos, epidemiológicos e ambientais da doença, abordando também a vigilância epidemiológica e as lacunas no conhecimento científico. Os resultados evidenciam que a urbanização desordenada, o desmatamento e as mudanças climáticas têm favorecido a dispersão do vírus para áreas urbanas e regiões fora da Amazônia, ampliando os riscos de surtos e a sobrecarga nos sistemas de saúde. A semelhança dos sintomas com outras arboviroses, como dengue e zika, dificulta o diagnóstico preciso, enquanto a falta de métodos laboratoriais amplamente disponíveis limita o monitoramento. Estratégias de controle baseadas em lições de outras arboviroses, como campanhas de conscientização e manejo integrado de vetores, apresentam potencial, mas requerem maior articulação e investimentos. Assim, a febre Oropouche representa um desafio crescente para a saúde pública brasileira, demandando esforços intersetoriais e pesquisas adicionais sobre o comportamento do vírus e medidas preventivas. Este estudo contribui ao enfatizar a necessidade de políticas públicas mais efetivas e sugere a adaptação de estratégias preventivas a contextos urbanos.
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