CORREÇÃO MINIMAMENTE INVASIVA DA ATRESIA ESOFÁGICA EM NEONATOS: RESULTADOS FUNCIONAIS E COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v1i01.17637Palavras-chave:
Atresia esofágica. Cirurgia minimamente invasiva. Neonatos.Resumo
Introdução: A atresia esofágica é uma malformação congênita que exige intervenção cirúrgica precoce, frequentemente realizada por técnicas abertas. Recentemente, a correção minimamente invasiva tem emergido como uma abordagem promissora, proporcionando menor morbidade e melhores resultados estéticos. No entanto, a eficácia funcional e as complicações dessa técnica ainda são alvo de estudo. Objetivo: Avaliar os resultados funcionais e as complicações associadas à correção minimamente invasiva da atresia esofágica em neonatos, comparando-a às técnicas tradicionais abertas. Metodologia: Revisão integrativa de literatura a cerca da cirurgia de atresia de esôfago em neonatos. Foram incluídos estudos em português disponíveis na íntegra, nos últimos dez anos. Foram excluidos estudos repetidos entre base de dados. Resultados e Discussão: Os dados analisados mostram que a correção minimamente invasiva apresentou alta taxa de sucesso na reconstituição do trânsito esofágico com baixos índices de complicações severas. A média de tempo operatório foi ligeiramente maior em comparação com a abordagem aberta, mas os neonatos submetidos à técnica minimamente invasiva apresentaram menor incidência de infecções de ferida operatória e recuperação mais rápida. Entre as complicações mais frequentes, destacaram-se estenose anastomótica e fístula traqueoesofágica, com taxas semelhantes às observadas em cirurgias abertas. A análise funcional revelou que a deglutição foi satisfatória na maioria dos pacientes após o período de recuperação. Considerações Finais: A correção minimamente invasiva da atresia esofágica em neonatos é uma alternativa viável e segura, com benefícios em termos de recuperação e complicações pós-operatórias. Apesar do maior tempo cirúrgico, os resultados funcionais demonstram ser equivalentes às técnicas abertas, destacando seu potencial como procedimento de escolha em centros especializados. Estudos de longo prazo são necessários para avaliar a funcionalidade esofágica e o impacto na qualidade de vida dos pacientes.
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