PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS COINFECÇÕES COM HIV NO MARANHÃO, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v10i12.17595Palavras-chave:
Infecções Sexualmente Transmissíveis. Coinfecção por HIV. Síndrome de Imunodeficiência Adquirida. Vigilância epidemiológica. Estudos Transversais.Resumo
Objetivo: caracterizar o perfil epidemiológico dos portadores de coinfecções com HIV em um Centro de Testagem e Aconselhamento para Infecções Sexualmente Transmissíveis e Aids, sua situação clínica e prognósticos associados. Métodos: estudo retrospectivo, transversal, de caráter quantitativo, com abordagem descritiva e analítica; as variáveis sociodemográficas, epidemiológicas, clínicas e farmacoterapêuticas foram obtidas a partir dos prontuários clínicos, fichas ambulatoriais e resultados de exames comprovatórios, do período de janeiro de 2015 a dezembro de 2020, dispostos em instrumento de coleta estruturado. Foram analisados por meio do Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), utilizando-se o teste qui-quadrado de Pearson, o nível de significância estabelecido foi 5% (p<0.05), o nível de confiança adotado foi de 95%. Resultados: foram analisados 104 prontuários, os quais, predominantemente, eram do sexo masculino (64,4%), pardos, e tinham entre 21 e 40 anos de idade; as coinfecções presentes foram sífilis (55,8%), tuberculose (19,2%), toxoplasmose (12,5%), herpes zoster (9,6%), leishmaniose (8,7%) e hepatite B (3,8%); 42,3% dos pacientes analisados possuíam a forma aids da doença; houve associação significativa entre o uso regular de terapia antirretroviral (TARV) e a presença da forma aids da doença (p=0,041); o sexo masculino foi associado de forma significativa ao uso de drogas (p=0,020); baixos valores de linfócitos T CD4+ foram associados às coinfecções leishmaniose (p=0,014) e hepatite B (p=0,017); foi visualizada a correlação entre a presença da coinfecção com HIV e sífilis e a não evolução destes pacientes para a forma aids da patologia (p=0,003). Conclusão: neste estudo, encontrou-se, de forma predominante, a presença das seguintes coinfecções com HIV: sífilis, tuberculose e toxoplasmose; em pacientes do sexo masculino, na faixa etária economicamente ativa, além de elevada prevalência da forma aids da doença.
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