SISTEMA CARCERÁRIO DA PARAÍBA E A INCIDÊNCIA DA TUBERCULOSE NO PERÍODO DE 2018 A 2022
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v10i12.17439Palavras-chave:
Tuberculose. Pessoas privadas de liberdade. Epidemia.Resumo
Este artigo buscou analisar a incidência dos casos de notificações de tuberculose nas pessoas privadas de liberdade (PPL) avaliando os casos de cura, abandono e óbitos entre os anos de 2018 a 2022. Trata-se de um estudo epidemiológico com abordagem quantitativa que utilizou dados extraídos através do sistema de informação de agravos de notificação (SINAN). O público masculino obteve um destaque no número de notificações, sendo quase 71% casos, expressando um quantitativo superior em relação às mulheres que estão no sistema prisional. Ressalta-se que a maioria dos encarcerados são adultos jovens e de meia-idade, com faixa etária entre 20 a 39 anos. Além disso, nota-se uma predominância de notificações no grupo populacional autodeclarados pardos, representando mais de 70% dos casos. Assim, enfatiza que a TB está associada e presente nos grupos populacionais de baixa renda, onde estão as desigualdades sociais e raciais. Desse modo, a pesquisa evidenciou a fragilidade do sistema penitenciário acerca do tratamento e os fatores que colaboram para o abandono destas pessoas, fortalecendo a cadeia de incidência da doença dentro desse sistema, gerando novas notificações.
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