FATORES PSICOBIOLÓGICOS E QUALIDADE DE VIDA NA SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL

Autores

  • Isadora Coutinho Ferreira de Almeida Universidade Estácio de Sá
  • Maria Eduarda Lourenço Esteves Universidade Estácio de Sá
  • Gabriella Telles Garcia Universidade Estácio de Sá
  • Leandro Ribeiro Tavares Universidade Estácio de Sá
  • Carolina Azeredo de Andrade Universidade Estácio de Sá
  • Carmem Adilia Simões da Fonseca Universidade Estácio de Sá https://orcid.org/0000-0001-5688-0543

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30032

Palavras-chave:

Síndrome do Intestino Irritável. Eixo Intestino-Cérebro. Estresse Psicológico.

Resumo

Este artigo é uma revisão narrativa e buscou analisar o impacto dos fatores psicobiológicos na qualidade de vida de pacientes com Síndrome do Intestino Irritável (SII), discutindo a eficácia de intervenções integradas fundamentadas no eixo cérebro-intestino-microbiota. A SII é um distúrbio complexo da interação cérebro-intestino, caracterizado por dor abdominal e alterações do hábito intestinal na ausência de alterações estruturais identificáveis. Sua fisiopatologia envolve disbiose intestinal, inflamação de baixo grau e hiperatividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, agravadas por fatores psicobiológicos, como estresse crônico, ansiedade e depressão. A elevada prevalência de comorbidades psiquiátricas reforça a natureza biopsicossocial da síndrome. A literatura demonstra que abordagens exclusivamente farmacológicas apresentam eficácia limitada, destacando a importância de terapias multidisciplinares. Intervenções como a dieta de baixo teor de oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis, a Terapia Cognitivo-Comportamental e a modulação da microbiota por probióticos podem contribuir para reduzir a distensão abdominal, a hipersensibilidade visceral e o estresse, favorecendo a regulação da função intestinal. O manejo eficaz da SII requer modelos integrativos de cuidado que ultrapassem a perspectiva exclusivamente gastrointestinal. A associação entre estratégias dietéticas e psicoterapêuticas, individualizada conforme o perfil de cada paciente, mostra-se fundamental para reduzir o impacto funcional da doença e promover melhor qualidade de vida.

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Biografia do Autor

Isadora Coutinho Ferreira de Almeida, Universidade Estácio de Sá

Discente do curso de Medicina na Universidade Estácio de Sá – IDOMED Vista Carioca - RJ.

Maria Eduarda Lourenço Esteves, Universidade Estácio de Sá

Discente do curso de Medicina na Universidade Estácio de Sá – IDOMED Vista Carioca - RJ.

Gabriella Telles Garcia, Universidade Estácio de Sá

Discente do curso de Medicina na Universidade Estácio de Sá – IDOMED Vista Carioca - RJ.

Leandro Ribeiro Tavares, Universidade Estácio de Sá

Discente do curso de Medicina na Universidade Estácio de Sá – IDOMED Vista Carioca - RJ. 

Carolina Azeredo de Andrade, Universidade Estácio de Sá

Discente do curso de Medicina na Universidade Estácio de Sá – IDOMED Vista Carioca - RJ.

Carmem Adilia Simões da Fonseca, Universidade Estácio de Sá

Doutora em Ciências pela UFRJ. Docente de Fisiologia e Orientadora de projetos de iniciação científica do curso de Medicina na Universidade Estácio de Sá – IDOMED Vista Carioca RJ.  CV.

 

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Publicado

2026-09-09

Como Citar

Almeida, I. C. F. de, Esteves, M. E. L., Garcia, G. T., Tavares, L. R., Andrade, C. A. de, & Fonseca, C. A. S. da. (2026). FATORES PSICOBIOLÓGICOS E QUALIDADE DE VIDA NA SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30032