JEJUM PRÉ-OPERATÓRIO E RECUPERAÇÃO PÓS-CIRÚRGICA EM CIRURGIA GERAL: IMPACTO DOS PROTOCOLOS MODERNOS DE CUIDADOS PERIOPERATÓRIOS

Autores

  • Pedro Duarte Moreira Andrade ospital Marcio Cunha
  • Laren Carvalho Santos Hospital Marcio Cunha
  • Ana Luiza Faria Rabelo Hospital Marcio Cunha
  • Marilan Rossi Centro Universitário do Espírito Santos

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v2i1.30002

Palavras-chave:

Jejum pré-operatório. Recuperação pós-operatória. Cirurgia geral. Cuidados perioperatórios. ERAS.

Resumo

Introdução: O jejum pré-operatório constitui uma prática tradicional destinada à redução do risco de regurgitação e aspiração pulmonar durante procedimentos anestésico-cirúrgicos. Entretanto, períodos prolongados de restrição alimentar podem intensificar a resposta metabólica ao trauma, favorecer resistência à insulina, desidratação, desconforto e atraso na recuperação pós-operatória. Protocolos modernos de cuidados perioperatórios, como o Enhanced Recovery After Surgery (ERAS), propõem abreviação segura do jejum e recuperação nutricional precoce, visando melhores desfechos clínicos. Objetivo: Analisar as evidências científicas sobre o impacto da abreviação do jejum pré-operatório e dos protocolos modernos de cuidados perioperatórios na recuperação de pacientes submetidos à cirurgia geral. Métodos:  Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada nas bases PubMed, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Cochrane Library. Foram considerados artigos publicados entre 2019 a 2026, nos idiomas português e inglês, além de diretrizes nacionais e internacionais relacionadas ao cuidado perioperatório. Os estudos foram analisados qualitativa e descritivamente. Resultados: As evidências demonstraram que protocolos que permitem líquidos claros até aproximadamente duas horas antes da anestesia, em pacientes adequadamente selecionados, apresentam segurança e reduzem sede, fome, ansiedade e desconforto pré-operatório. Estratégias multimodais, incluindo abreviação do jejum, alimentação pós-operatória precoce, analgesia adequada e mobilização antecipada, mostraram associação com menor resistência insulínica, preservação funcional, recuperação gastrointestinal mais rápida e redução do tempo de internação. Entretanto, a indicação deve ser individualizada diante de condições associadas ao esvaziamento gástrico retardado ou maior risco de aspiração. Conclusão: A modernização do manejo nutricional perioperatório representa importante estratégia para otimizar a recuperação em cirurgia geral. A abreviação criteriosa do jejum, integrada a protocolos multimodais, pode favorecer conforto, recuperação funcional e redução da permanência hospitalar sem comprometer a segurança quando adequadamente indicada. Sua implementação requer protocolos institucionais, avaliação individualizada e integração multiprofissional.

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Biografia do Autor

Pedro Duarte Moreira Andrade, ospital Marcio Cunha

Médico pelo Hospital Marcio Cunha.

Laren Carvalho Santos, Hospital Marcio Cunha

Médica pelo Hospital Marcio Cunha.

Ana Luiza Faria Rabelo, Hospital Marcio Cunha

Médica pelo Hospital Marcio Cunha.

Marilan Rossi, Centro Universitário do Espírito Santos

Médica pelo Centro Universitário do Espírito Santos e Cirurgiã Geral pela Santa Casa de Misericórdia de Vitória RQE 9513.

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Publicado

2026-08-25

Como Citar

Andrade, P. D. M., Santos, L. C., Rabelo, A. L. F., & Rossi, M. (2026). JEJUM PRÉ-OPERATÓRIO E RECUPERAÇÃO PÓS-CIRÚRGICA EM CIRURGIA GERAL: IMPACTO DOS PROTOCOLOS MODERNOS DE CUIDADOS PERIOPERATÓRIOS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 2(1), 1–2. https://doi.org/10.51891/rease.v2i1.30002