ABORDAGENS CLÍNICAS DAS PERFURAÇÕES GASTROINTESTINAIS: ATUALIZAÇÕES NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v2i1.29915Palavras-chave:
Perfuração gastrointestinal. Abdome agudo. Cirurgia de emergência. Laparoscopia. Peritonite.Resumo
As perfurações gastrointestinais constituem emergências cirúrgicas potencialmente fatais, caracterizadas pela ruptura da parede do trato gastrointestinal e consequente extravasamento de conteúdo para a cavidade peritoneal. Essa condição pode evoluir rapidamente para peritonite, sepse, choque e disfunção de múltiplos órgãos. Etiologias como doença ulcerosa péptica, diverticulite, neoplasias, isquemia, trauma e complicações iatrogênicas estão frequentemente envolvidas. Nesse contexto, avanços nos métodos diagnósticos e nas técnicas cirúrgicas têm possibilitado intervenções mais precoces e individualizadas. Objetivo: Analisar as evidências científicas acerca das atualizações no diagnóstico e no tratamento cirúrgico das perfurações gastrointestinais, enfatizando estratégias relacionadas à redução da morbimortalidade. Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada nas bases PubMed, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Cochrane Library. Foram considerados artigos publicados entre 2019 e 2025, nos idiomas português e inglês, além de diretrizes internacionais referentes às perfurações gastrointestinais. Os estudos selecionados foram analisados qualitativa e descritivamente. Resultados: As evidências demonstraram que o diagnóstico precoce, fundamentado na avaliação clínica e na tomografia computadorizada, é determinante para melhores desfechos. O tratamento inclui estabilização hemodinâmica, antibioticoterapia de amplo espectro e controle precoce do foco infeccioso. A laparotomia permanece fundamental em pacientes instáveis, com peritonite difusa ou extensa contaminação abdominal. Entretanto, abordagens laparoscópicas têm apresentado resultados favoráveis em pacientes selecionados, associando-se a menor trauma cirúrgico, redução da dor, menor incidência de complicações da ferida e recuperação mais rápida. Técnicas endoscópicas também apresentam crescente aplicação em perfurações selecionadas e iatrogênicas. Conclusão: O manejo das perfurações gastrointestinais exige diagnóstico rápido, estabilização clínica e controle adequado do foco. A incorporação de técnicas minimamente invasivas amplia as possibilidades terapêuticas, porém a escolha da abordagem deve considerar localização e extensão da perfuração, estabilidade hemodinâmica, grau de contaminação e experiência da equipe, visando reduzir complicações e mortalidade.
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