CITOMETRIA DE FLUXO PARA O DIAGNÓSTICO DA DEFICIÊNCIA DE GLICOSE-6-FOSFATO DESIDROGENASE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29619Palavras-chave:
Deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase. Citometria de fluxo. Acurácia diagnóstica. Femininas heterozigotas.Resumo
A deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) é a enzimopatia hereditária mais comum e permanece de difícil diagnóstico, particularmente em mulheres heterozigotas. A citometria de fluxo surgiu como uma abordagem diagnóstica quantitativa capaz de detectar populações de eritrócitos deficientes. Esta revisão sistemática e meta-análise avaliou a acurácia diagnóstica desse método para a deficiência de G6PD. Seguindo as diretrizes PRISMA, foram realizadas buscas nas bases PubMed/MEDLINE e na plataforma BVS (incluindo LILACS) por estudos publicados entre 1985 e 2025. Foram incluídos estudos que comparavam a citometria de fluxo com a espectrofotometria quantitativa e/ou a genotipagem. O risco de viés foi avaliado utilizando a ferramenta QUADAS-2, e a sensibilidade e especificidade combinadas foram estimadas por meio de modelos bivariados de efeitos aleatórios. Quatro estudos, totalizando 857 participantes (63,1% do sexo feminino), atenderam aos critérios de inclusão. A citometria de fluxo apresentou sensibilidade combinada de 92,6% (IC 95%: 84,8–96,5) e especificidade de 97,2% (IC 95%: 90,1–99,3). Embora diferenças metodológicas tenham contribuído para a heterogeneidade dos estudos, os resultados demonstraram consistentemente alta acurácia diagnóstica. A citometria de fluxo representa um complemento valioso aos métodos diagnósticos convencionais, especialmente para a identificação de mulheres heterozigotas e para viabilizar um tratamento antimalárico seguro, reduzindo o risco de hemólise induzida por medicamentos em áreas endêmicas de malária.
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