PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS HEPATITES VIRAIS POR TRANSMISSÃO SEXUAL EM IDOSOS NO BRASIL ENTRE 2013 E 2023
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29516Palavras-chave:
Hepatites Virais. Idoso. Infecções Sexualmente Transmissíveis. Epidemiologia. Saúde Pública.Resumo
As hepatites virais constituem importante problema de saúde pública em razão das complicações crônicas associadas, como cirrose hepática e carcinoma hepatocelular. Nas últimas décadas, o envelhecimento populacional e a manutenção da atividade sexual em idades mais avançadas modificaram o perfil epidemiológico dessas infecções, evidenciando a relevância da transmissão sexual entre pessoas idosas. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico das hepatites virais por transmissão sexual em idosos no Brasil, no período de 2013 a 2023. Trata-se de um estudo epidemiológico observacional, descritivo, retrospectivo, de abordagem quantitativa, baseado em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados pelo DATASUS. Foram analisadas as variáveis sexo, faixa etária, raça/cor, região geográfica, ano de diagnóstico e mecanismo provável de infecção. No período estudado, foram registrados 79.458 casos confirmados de hepatites virais em indivíduos com 60 anos ou mais, observando-se predominância do sexo masculino, maior concentração na faixa etária de 60 a 64 anos e maior número de notificações nas regiões Sudeste e Sul do país. Entre os casos atribuídos à transmissão sexual, observou-se tendência crescente até 2019, seguida de redução em 2020 e recuperação gradual nos anos subsequentes. Conclui-se que a transmissão sexual permanece como importante via de infecção entre idosos, reforçando a necessidade de fortalecer a vigilância epidemiológica, ampliar as ações de rastreamento, incentivar medidas preventivas e desenvolver políticas de educação em saúde direcionadas à população idosa.
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