CARGA HOSPITALAR DAS DOENÇAS DO APARELHO CIRCULATÓRIO NO BRASIL: CARACTERÍSTICAS, TENDÊNCIAS TEMPORAIS E IMPACTO ECONÔMICO, 2014–2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29512Palavras-chave:
Doenças Cardiovasculares. Hospitalização. Custos Hospitalares.Resumo
Este estudo ecológico de série temporal objetivou analisar a tendência das internações por doenças do aparelho circulatório (DAC) no Brasil entre 2014 e 2024, utilizando dados do SIH/SUS. No período, registraram-se 12.668.699 internações e 1.078.003 óbitos hospitalares. Por meio da regressão de Prais-Winsten, identificou-se uma tendência estacionária para o volume de internações e para a taxa de mortalidade média de 8,5%. Em contraste, houve um aumento estatisticamente significativo nos gastos totais, com acréscimo anual médio de R$ 236,6 milhões (p=0,015), e no número absoluto de óbitos, com média de 1.985 mortes adicionais por ano (p<0,001). A região Sudeste concentrou 43,8% das hospitalizações, enquanto o Nordeste registrou a maior taxa de mortalidade (9,1%). A análise por faixa etária revelou que o maior volume assistencial ocorreu em idosos com 80 anos ou mais. O período pandêmico (2020–2021) reduziu temporariamente o volume de internações, mas gerou um pico de mortalidade hospitalar de 10,1% em 2021. Conclui-se que, embora o volume de internações esteja estável, o impacto econômico e a mortalidade absoluta cresceram significativamente. Tais achados evidenciam a pressão do envelhecimento populacional e da pandemia sobre a rede hospitalar brasileira.
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