SOCIOANTROPOLOGIA DA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: HISTORICIDADE, PRÁXIS PEDAGÓGICA E A ÉTICA DA INCLUSÃO ESCOLAR
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29496Palavras-chave:
Deficiência Intelectual. Inclusão Escolar. Práxis Pedagógica. Historicidade da Educação Especial. Direitos Humanos.Resumo
O presente artigo investiga as complexas dimensões que envolvem a Deficiência Intelectual (DI) no cenário educacional contemporâneo, analisando a transição entre os modelos de segregação e as atuais políticas de inclusão radical. Através de uma abordagem interdisciplinar, o estudo problematiza o impacto das barreiras atitudinais e a insuficiência de práticas pedagógicas padronizadas que desconsideram a singularidade do sujeito com DI. A pesquisa sustenta que a deficiência não é um atributo intrínseco ao indivíduo, mas uma construção resultante da interação entre limitações funcionais e ambientes restritivos. Conclui-se que a consolidação de uma escola democrática exige a superação definitiva do modelo médico-patológico em favor de uma ética da alteridade, onde o suporte especializado e o Design Universal para a Aprendizagem (DUA) atuem como garantidores da autonomia e do exercício pleno da cidadania.
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