ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DOS TRANSTORNOS MENTAIS RELACIONADOS AO TRABALHO SEGUNDO GÊNERO E FAIXA ETÁRIA NO BRASIL E NO PARANÁ ENTRE 2015 E 2025
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29467Palavras-chave:
Ansiedade. Depressão. Medicina do trabalho.Resumo
O adoecimento psíquico decorre do somatório entre fatores pessoais, demandas profissionais e negligência institucional no acolhimento da saúde mental, que desencadeia estresse crônico com secreção de cortisol e exaustão cognitiva, gerando Burnout, ansiedade generalizada e depressão. O objetivo principal da pesquisa é analisar os transtornos mentais relacionados ao ambiente laboral num contexto de gênero e faixa etária com dados do Brasil e do Paraná (2015 a 2025) extraídos do SINAN/Datasus e do SmartLab. A coleta filtrou as variáveis Sexo, Brasil, Paraná e Faixa etária. Entre 2015 e 2025, o país registrou 26.685 notificações, distribuídas de forma heterogênea com predominância de adultos na faixa de 35 a 49 anos (48,80% nacional e 40,11% no PR), seguida por 20 a 34 anos (32,70% nacional e 36,68% no PR). O sexo feminino é o mais afetado em todas as regiões, totalizando 18.173 casos no Brasil (68,10%) e 962 casos no Paraná (73,21%), algo associado às múltiplas jornadas, sobrecarga doméstica e à menor busca masculina por atendimento na atenção primária. Os dados do INSS/SmartLab revelam predominância de transtornos ansiosos (30,3%), reações ao estresse grave (28,2%) e episódios depressivos (23,7%). Para o controle do agravo, o monitoramento e treinamento das equipes de atenção primária à saúde associados a um suporte epidemiológico e governamental adequado causam redução da taxa de novos casos e aumento da qualidade de vida dos afetados.
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