EDUCAÇÃO INTERGERACIONAL PARA A SUSTENTABILIDADE CULTURAL: ANÁLISE DO ESTATUTO DAS ACADEMIAS INFANTOJUVENIL E JUVENIL DA ACADEMIA ALB-MG/ZMM
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29422Palavras-chave:
Educação não formal. Academias de Letras. Sustentabilidade cultural. Tutoria intergeracional. Capital cultural. Governança cultural.Resumo
As transformações sociais, culturais e tecnológicas do século XXI têm ampliado os desafios enfrentados pelas instituições responsáveis pela produção, preservação e difusão do conhecimento. Nesse contexto, as academias de letras são chamadas a ampliar sua função tradicional de preservação da memória literária, assumindo também um papel estratégico na formação de novas gerações e na sustentabilidade das organizações culturais. Este estudo analisa o Estatuto das Academias Infantojuvenil e Juvenil da Academia de Letras do Brasil – Seção Minas Gerais – Seccional Zona da Mata Mineira (ALB-MG/ZMM), compreendendo-o como uma proposta inovadora de educação não formal voltada à formação intelectual, à tutoria intergeracional e à sucessão institucional planejada. A pesquisa adota abordagem qualitativa, fundamentada na análise documental e na hermenêutica, articulando os referenciais de Paulo Freire, Pierre Bourdieu, Lev Vygotsky, Edgar Morin, António Nóvoa e Dermeval Saviani. Os resultados indicam que o modelo estatutário integra literatura, artes, pesquisa, cidadania e governança cultural em um sistema permanente de formação humana, favorecendo a democratização do acesso à cultura, o fortalecimento do capital cultural e a formação de lideranças juvenis. Conclui-se que a proposta representa uma contribuição relevante para a renovação das academias de letras e para o desenvolvimento de políticas culturais sustentáveis orientadas à valorização das novas gerações.
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