SILICOSE NA SAÚDE DO TRABALHADOR: PREVENÇÃO, DIAGNÓSTICO PRECOCE E TRATAMENTO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29410Palavras-chave:
Silicose. Saúde do trabalhador. Exposição ocupacional. Atenção primária à saúde e prevenção de doenças respiratórias.Resumo
Introdução: A silicose havia sido reconhecida como uma das principais doenças respiratórias ocupacionais relacionadas à exposição prolongada à sílica cristalina presente em atividades como mineração, construção civil, fundição e produção de materiais cerâmicos. A inalação contínua dessas partículas havia provocado inflamação pulmonar persistente, formação de fibrose progressiva e redução da capacidade funcional respiratória, podendo evoluir para insuficiência respiratória, tuberculose associada e maior risco de neoplasias pulmonares. Na saúde do trabalhador, a prevenção havia representado uma estratégia essencial, envolvendo controle ambiental, utilização adequada de equipamentos de proteção individual, vigilância ocupacional e ações educativas desenvolvidas principalmente pela atenção primária à saúde. O diagnóstico precoce havia sido fundamental para reduzir complicações, por meio da identificação de sintomas respiratórios, histórico ocupacional detalhado e realização de exames complementares, como radiografia de tórax e provas de função pulmonar. A revisão sistemática de literatura havia objetivado analisar as principais evidências científicas relacionadas à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento da silicose ocupacional no contexto da atenção primária à saúde, destacando estratégias de acompanhamento integral dos trabalhadores expostos à sílica. Metodologia: A revisão havia sido conduzida conforme as recomendações do checklist PRISMA, utilizando artigos científicos publicados nos últimos 10 anos nas bases PubMed, SciELO e Web of Science. Os descritores utilizados haviam sido “silicose”, “saúde do trabalhador”, “exposição ocupacional”, “atenção primária à saúde” e “prevenção de doenças respiratórias”. Foram incluídos estudos completos, publicados em português, inglês ou espanhol, que abordaram trabalhadores expostos à sílica e estratégias diagnósticas ou terapêuticas. Foram excluídos artigos duplicados, estudos sem relação direta com silicose ocupacional e publicações sem acesso ao texto completo. Resultados: Os estudos analisados haviam demonstrado que a prevenção da silicose dependia principalmente da redução da exposição ocupacional, monitoramento dos ambientes de trabalho e fortalecimento das ações da atenção primária. O diagnóstico precoce havia sido associado à identificação rápida de alterações clínicas e radiológicas, permitindo intervenções antes da progressão da fibrose pulmonar. Os tratamentos disponíveis haviam sido direcionados ao controle dos sintomas, reabilitação pulmonar, manejo das complicações e acompanhamento contínuo dos pacientes. Conclusão: As evidências haviam indicado que a silicose permanecia como um importante problema de saúde ocupacional, exigindo integração entre vigilância, prevenção e assistência multiprofissional. A atuação da atenção primária havia sido considerada essencial para reconhecer precocemente os casos, orientar medidas preventivas e promover qualidade de vida aos trabalhadores acometidos.
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