SÍFILIS CONGÊNITA NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DA CONQUISTA NO PERÍODO DE 2012-2021: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA COMPARATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29265Palavras-chave:
Cuidado pré-natal. Doenças transmissíveis. Monitoramento epidemiológico. Sífilis Congênita.Resumo
Esse artigo buscou analisar a incidência de sífilis congênita no município de Vitória da Conquista-BA entre 2012 e 2021, comparando os resultados com as macrorregiões da Bahia. A sífilis, causada pelo Treponema pallidum, é uma doença de transmissão sexual que pode ser transmitida verticalmente da mãe para o feto, configurando a sífilis congênita, condição de grande relevância para a saúde pública devido às complicações maternas e fetais. O estudo, de caráter quantitativo e transversal, utilizou dados do DATASUS (TabNet), organizados e analisados em Excel para avaliação porcentual dos casos. No período, Vitória da Conquista registrou 340 casos, com aumento da incidência de 0,5% (2 casos) em 2012 para 4% (14 casos) em 2021. Em comparação, outras regiões apresentaram números expressivos, como Salvador (4453 casos), Feira de Santana (1112), Ilhéus (828), Teixeira de Freitas (849), Juazeiro (469), Barreiras (250), Alagoinhas (187) e Jacobina (306). A análise mostra crescimento gradativo dos casos, com pico em 2018 e redução a partir de 2019, levantando dúvidas se a queda decorreu de maior prevenção ou subnotificação. Conclui-se que a sífilis congênita permanece como desafio, exigindo vigilância contínua, ampliação da cobertura pré-natal, educação sexual e acesso ao tratamento adequado.
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