TECNOLOGIA DE PLASMA FRIO: UMA ALTERNATIVA NÃO TÉRMICA PARA A SEGURANÇA ALIMENTAR

Autores

  • Gislaine de Almeida Santana Ientz UEM
  • Eloize Silva Alves UEM
  • Bruno Henrique Figueiredo Saqueti UEM
  • Carmen Torres Guedes UEM
  • Jesui Vergilio Visentainer UEM

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29233

Palavras-chave:

Plasma frio. Processamento não térmico. Segurança alimentar. Conservação de alimentos. Tecnologias emergentes.

Resumo

O crescente interesse por alimentos seguros, minimamente processados e com elevada qualidade nutricional tem impulsionado o desenvolvimento de tecnologias não térmicas para conservação de alimentos. Entre essas tecnologias, o plasma frio destaca-se por sua elevada eficiência na inativação de microrganismos, aliada à preservação das características sensoriais e nutricionais dos alimentos. Este estudo teve como objetivo revisar a literatura científica sobre a aplicação do plasma frio no processamento e conservação de alimentos, abordando seus mecanismos de ação, parâmetros operacionais, aplicações, limitações e perspectivas futuras. A revisão foi realizada nas bases Google Acadêmico e Portal de Periódicos CAPES, considerando artigos publicados entre 2020 e 2026, em português e inglês, relacionados ao uso do plasma frio na indústria de alimentos. Os estudos demonstram que a tecnologia apresenta elevada eficácia na redução de bactérias patogênicas, fungos, biofilmes e micotoxinas, além de aplicações na extração de compostos bioativos, modificação de amidos e aumento da vida útil de diferentes matrizes alimentares. A ação antimicrobiana está associada principalmente à geração de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio, radiação ultravioleta e efeitos físicos sobre a membrana celular. Em comparação aos tratamentos térmicos convencionais, o plasma frio promove menor degradação de nutrientes sensíveis e melhor preservação da cor, textura e sabor dos alimentos. Entretanto, sua ampla adoção industrial ainda enfrenta desafios relacionados à padronização dos parâmetros de processamento, ao elevado custo dos equipamentos, à avaliação da formação de subprodutos e à consolidação de regulamentações específicas. Conclui-se que o plasma frio representa uma tecnologia emergente promissora para aumentar a segurança microbiológica e prolongar a vida útil dos alimentos, embora estudos adicionais sejam necessários para viabilizar sua aplicação em escala industrial.

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Biografia do Autor

Gislaine de Almeida Santana Ientz, UEM

Doutoranda. Programa de Pós-Graduação em Ciências de Alimentos, Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Eloize Silva Alves, UEM

Pós-doutoranda. Programa de Pós-Graduação em Ciências de Alimentos, Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Bruno Henrique Figueiredo Saqueti, UEM

Pós-doutorando. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química, Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Carmen Torres Guedes, UEM

Doutoranda. Programa de Pós-Graduação em Ciências de Alimentos, Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Jesui Vergilio Visentainer, UEM

Docente Programa de Pós-Graduação em Ciências de Alimentos, Universidade Estadual de Maringá (UEM).

 

 

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Publicado

2026-08-06

Como Citar

Ientz, G. de A. S., Alves, E. S., Saqueti, B. H. F., Guedes, C. T., & Visentainer, J. V. (2026). TECNOLOGIA DE PLASMA FRIO: UMA ALTERNATIVA NÃO TÉRMICA PARA A SEGURANÇA ALIMENTAR. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–21. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29233