CUIDADO MULTIPROFISSIONAL À PESSOA COM HIPERTENSÃO ARTERIAL NO SUS: DESAFIOS E POTENCIALIDADES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29175Palavras-chave:
Hipertensão. Atenção Primária à Saúde. Equipe de Assistência ao Paciente. Sistema Único de Saúde. Educação em Saúde. Adesão à Medicação.Resumo
Objetivo: analisar criticamente as evidências científicas sobre o cuidado multiprofissional à pessoa com hipertensão arterial sistêmica no Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase nos desafios enfrentados pelos serviços e nas potencialidades das práticas colaborativas para o controle pressórico, a adesão ao tratamento e a qualidade de vida. Método: revisão integrativa da literatura conduzida segundo as seis etapas propostas por Whittemore e Knafl, com relato orientado pelo PRISMA 2020 e classificação do nível de evidência conforme o Joanna Briggs Institute. As buscas foram realizadas nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase, Biblioteca Virtual em Saúde, LILACS e SciELO, com descritores DeCS e MeSH combinados por operadores booleanos, no recorte de 2015 a 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. A questão norteadora foi construída pela estratégia PICO. Resultados: foram incluídos 12 estudos, majoritariamente brasileiros, com predomínio de ensaios clínicos randomizados e estudos transversais de base populacional. As intervenções multiprofissionais contemplaram gestão de caso em enfermagem, educação em saúde e nutrição, cuidado farmacêutico, prescrição de exercício físico, visita domiciliar por agentes comunitários de saúde e tecnologias digitais. Os efeitos mais consistentes recaíram sobre a adesão terapêutica, o autocuidado, o vínculo e os parâmetros antropométricos; os efeitos sobre o controle pressórico foram favoráveis, porém heterogêneos, sendo mais expressivos em intervenções longitudinais, estruturadas e com participação efetiva de mais de uma categoria profissional. Considerações finais: o cuidado multiprofissional constitui potencialidade concreta do SUS, mas sua efetividade depende da superação de barreiras estruturais, da continuidade do vínculo territorial e da redução das desigualdades regionais de acesso.
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