COLECISTECTOMIA DIFÍCIL: FATORES PREDITORES, ESTRATÉGIAS DE SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE LESÃO DE VIA BILIAR
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29160Palavras-chave:
Colecistectomia Laparoscópica. Ductos Biliares. Complicações Intraoperatórias. Fatores de Risco.Resumo
A colecistectomia difícil é uma condição operatória dinâmica na qual inflamação, fibrose, distorção anatômica, sangramento ou exposição inadequada impedem a identificação segura do pedículo biliar. O principal risco não é a conversão, mas a persistência em uma anatomia presumida, mecanismo associado à lesão iatrogênica da via biliar. Este artigo analisa fatores preditores, critérios de visão crítica de segurança, métodos de imagem, estratégias de resgate e medidas de implementação aplicáveis a diferentes níveis de recurso. Realizou-se revisão narrativa, crítica, descritiva e estruturada da literatura, com busca em PubMed/MEDLINE, Cochrane Library, SciELO, LILACS e documentos de sociedades cirúrgicas até julho de 2026. Escores preoperatórios discriminam grupos de maior complexidade, mas não substituem a reavaliação intraoperatória. Em série prospectiva, a visão crítica foi obtida em 84,2% das operações e falhou em 55,6% e 92,3% dos casos de maior graduação. A colangiografia permanece útil diante de dúvida anatômica, embora a comparação rotineira versus seletiva seja limitada por confundimento. Quando a anatomia não pode ser demonstrada, a colecistectomia subtotal reduz a exposição hilar, com maior risco de fístula na técnica fenestrante. Conclui-se que prevenção exige pontos de parada, domínio de técnicas de resgate, documentação e políticas de treinamento adaptadas aos recursos locais.
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