USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS NO ENSINO DE FÍSICA MODERNA NO ENSINO MÉDIO: POSSIBILIDADES, EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS E IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29139Palavras-chave:
Ensino de Física. Física Moderna. Tecnologias Digitais. Simulações Computacionais. TPACK. Aprendizagem Ativa.Resumo
A inserção da Física Moderna e Contemporânea na Educação Básica esbarra na elevada abstração de seus conceitos e na escassez de experimentos observáveis no ambiente escolar. Este artigo investiga em que medida o uso pedagogicamente planejado de tecnologias digitais — sobretudo simulações interativas acessadas em dispositivos móveis — contribui para a aprendizagem conceitual, o engajamento e a percepção discente sobre a disciplina. A partir da triangulação de evidências quantitativas e qualitativas provenientes de duas intervenções quasi-experimentais conduzidas em escola pública (dissertações de Amaral e de Afonso), analisa-se o ensino do efeito fotoelétrico e do espalhamento Compton à luz do referencial construtivista, da teoria da aprendizagem significativa e do framework TPACK. Na avaliação final, o grupo que utilizou aplicativos de simulação superou o grupo submetido apenas à instrução expositiva em todas as questões conceituais, com média reconstruída de acertos de aproximadamente 90,9% contra 44,6%, além de ganhos expressivos em satisfação e na percepção de aplicabilidade da Física ao cotidiano. Conclui-se que o valor formativo dessas tecnologias não reside no artefato em si, mas na qualidade da mediação docente e na articulação entre conteúdo, pedagogia e recurso tecnológico. Discutem-se implicações para a formação de professores e limitações metodológicas que orientam pesquisas futuras.
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