DA CESSAÇÃO REPRODUTIVA AO DIAGNÓSTICO: PATOLOGIZAÇÃO E MEDICALIZAÇÃO DA MENOPAUSA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29064Palavras-chave:
Menopausa. Climatério. Medicalização da Menopausa. Patologização da Menopausa. Terapia de Reposição Hormonal.Resumo
A partir da interação entre aspectos biológicos e culturais, a medicina produziu diferentes interpretações sobre o corpo feminino no decorrer do tempo, com grande interesse na capacidade reprodutiva. Com o aumento da longevidade, que permite às mulheres viverem boa parte de suas vidas após a cessação das funções ovarianas, o saber médico voltou seu olhar também ao climatério e à menopausa, transformando suas características, antes lidas como inerentes ao envelhecimento, em sintomas de uma doença que, como tal, necessita de intervenção. Este artigo pretendeu articular, através de revisão narrativa de literatura, os debates clássicos sobre medicalização e produções contemporâneas que problematizam as intersecções entre corpo, gênero e saúde, com ênfase na menopausa. A análise evidencia que a cessação reprodutiva foi apropriada pela linguagem médica, passando de um evento biológico a condição patológica, marcada por narrativas de falência e perda.
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