DA CESSAÇÃO REPRODUTIVA AO DIAGNÓSTICO: PATOLOGIZAÇÃO E MEDICALIZAÇÃO DA MENOPAUSA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29064

Palavras-chave:

Menopausa. Climatério. Medicalização da Menopausa. Patologização da Menopausa. Terapia de Reposição Hormonal.

Resumo

A partir da interação entre aspectos biológicos e culturais, a medicina produziu diferentes interpretações sobre o corpo feminino no decorrer do tempo, com grande interesse na capacidade reprodutiva. Com o aumento da longevidade, que permite às mulheres viverem boa parte de suas vidas após a cessação das funções ovarianas, o saber médico voltou seu olhar também ao climatério e à menopausa, transformando suas características, antes lidas como inerentes ao envelhecimento, em sintomas de uma doença que, como tal, necessita de intervenção. Este artigo pretendeu articular, através de revisão narrativa de literatura, os debates clássicos sobre medicalização e produções contemporâneas que problematizam as intersecções entre corpo, gênero e saúde, com ênfase na menopausa. A análise evidencia que a cessação reprodutiva foi apropriada pela linguagem médica, passando de um evento biológico a condição patológica, marcada por narrativas de falência e perda.

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Biografia do Autor

Josiane Fernanda dos Santos, IFF/Fiocruz

Mestranda no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira / Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz).

Marcos Castro Carvalho, IMS/UERJ

Orientador, professor adjunto no Instituto de Medicina Social (IMS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

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Publicado

2026-07-24

Como Citar

Santos, J. F. dos, & Carvalho, M. C. (2026). DA CESSAÇÃO REPRODUTIVA AO DIAGNÓSTICO: PATOLOGIZAÇÃO E MEDICALIZAÇÃO DA MENOPAUSA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(7), 1–20. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29064