CORRER COMO MENINA: SEQUÊNCIA DIDÁTICA E RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO NAS BRINCADEIRAS DO 1º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL EM AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29027Palavras-chave:
Educação Física escolar. Estereótipos de gênero. Brincadeiras. Infância. Relato de experiência.Resumo
Este relato de experiência analisa uma sequência didática desenvolvida em aulas de Educação Física com uma turma do 1º ano do Ensino Fundamental, com o objetivo de problematizar estereótipos de gênero presentes nas brincadeiras e nos movimentos corporais infantis. A proposta pedagógica teve como ponto de partida o vídeo Always #LikeAGirl e articulou exibição de cenas selecionadas, rodas de conversa, vivências corporais e atividade de registro gráfico, em diálogo com habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente aquelas relacionadas à unidade temática Jogos e Brincadeiras, bem como à Competência Geral 9. A experiência evidenciou que as crianças, em sua maioria, não reproduziram corporalmente o estereótipo que associa o feminino à fragilidade motora, embora tenham emergido, no plano discursivo, indícios da circulação de concepções como a ideia de que “menino é mais forte”. Os achados sugerem que a infância constitui uma janela pedagógica estratégica para intervenções escolares voltadas à problematização de desigualdades de gênero antes de sua consolidação como habitus corporal. Conclui-se que a Educação Física escolar, ao articular experiência corporal, linguagem e mediação docente, pode contribuir de modo significativo para a construção de práticas educativas mais inclusivas nos anos iniciais da escolarização.
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