PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO DECORRENTE DE CAUSAS EXTERNAS NA REGIÃO NORDESTE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28960Palavras-chave:
Traumatismo Cranioencefálico. Epidemiologia. Causas Externas. Cuidados de Enfermagem. Saúde Pública.Resumo
O traumatismo cranioencefálico (TCE) representa um importante problema de saúde pública no Brasil, associado principalmente a causas externas, como acidentes de trânsito e violência urbana, com elevada morbimortalidade entre adultos jovens. O objetivo desse estudo foi de analisar os dados epidemiológicos dos óbitos por causas externas em adultos jovens na Região Nordeste do Brasil e discutir suas implicações para a assistência de Enfermagem. Um estudo epidemiológico, descritivo, retrospectivo e quantitativo, realizado com dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS), referentes ao período de 2014 a 2024. Foram avaliados óbitos de indivíduos entre 20 e 39 anos decorrentes de acidentes de transporte, agressões e quedas. Foram registrados 205.134 óbitos no período analisado. As agressões representaram 71,89% dos casos (147.479), seguidas pelos acidentes de transporte (26,87%; 55.120) e quedas (1,24%; 2.535). Observou-se predominância do sexo masculino em todas as causas, variando de 87,64% a 94,0% das vítimas. A maior concentração de óbitos ocorreu entre 20 e 24 anos. Os achados evidenciam elevada vulnerabilidade da população masculina jovem no Nordeste. Nesse contexto, a Enfermagem desempenha papel fundamental na assistência ao paciente neurocrítico, na estabilização em urgência e emergência e no desenvolvimento de ações educativas voltadas à prevenção de acidentes e violências.
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