PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA TOXOPLASMOSE CONGÊNITA NO PARANÁ: UMA ANÁLISE DE 2020 A 2025
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.28896Palavras-chave:
Epidemiologia. Saúde materno-infantil. Transmissão vertical. Saúde Pública.Resumo
A toxoplasmose congênita constitui um importante problema de saúde pública devido às potenciais repercussões oftalmológicas, neurológicas e sistêmicas associadas à infecção. O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos casos de toxoplasmose congênita notificados no estado do Paraná entre 2020 e 2025. Trata-se de um estudo um estudo epidemiológico, descritivo, observacional e documental, de abordagem quantitativa, realizado a partir de dados secundários obtidos Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram analisadas variáveis como número de casos notificados, sexo, distribuição geográfica, evolução clínica e ocorrência de óbitos. Os resultados evidenciaram tendência de crescimento das notificações ao longo do período analisado, com concentração dos casos em municípios que atuam como polos regionais de assistência à saúde. Não foram observadas diferenças expressivas entre os sexos. Também foi identificada elevada proporção de registros classificados como ignorados ou em branco, especialmente em variáveis relacionadas ao acompanhamento e à evolução dos casos. Conclui-se que a toxoplasmose congênita permanece como um agravo relevante no Paraná, sendo necessário fortalecer as ações de vigilância epidemiológica, qualificar os registros nos sistemas de informação e ampliar as estratégias de diagnóstico precoce e acompanhamento dos indivíduos acometidos.
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