CIRCUITO DE EQUILÍBRIO SUSTENTÁVEL: INTEGRAÇÃO ENTRE FISIOTERAPIA E REAPROVEITAMENTO DE MATERIAIS RECICLÁVEIS EM CENÁRIO DOMICILIAR
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28886Palavras-chave:
Fisioterapia. Sustentabilidade. Equilíbrio corporal. Materiais recicláveis. Reabilitação domiciliar.Resumo
O presente artigo descreve e analisa o projeto “Circuito de Equilíbrio Sustentável”, desenvolvido por acadêmicos de Fisioterapia em Juazeiro do Norte – CE, com o objetivo de integrar práticas fisioterapêuticas de equilíbrio e mobilidade funcional ao uso de materiais recicláveis de baixo custo, em contexto de atenção básica à saúde. Trata-se de um estudo de natureza aplicada, com abordagem descritiva e caráter de estudo de caso, conduzido em ambiente domiciliar, utilizando garrafas PET e cabos de vassoura reaproveitados como recursos terapêuticos. O circuito contemplou exercícios de flexão e abdução de ombro, extensão de joelho, alongamentos e atividades de equilíbrio, voltadas à melhora da mobilidade articular, coordenação motora, força muscular e consciência corporal das participantes, alinhando-se às recomendações de programas multicomponentes de prevenção de quedas e promoção de funcionalidade descritas na literatura (BRASIL, 2010; KISNER; COLBY, 2016). Foram atendidos pacientes vinculados à UBS Pirajá, com previsão de quatro atendimentos semanais por paciente ao longo da temporada de intervenção, ainda que, em fase específica, o circuito tenha sido aplicado diretamente em duas participantes. Os resultados apontaram melhora funcional percebida, aumento da participação em exercícios domiciliares e maior conscientização sobre a reutilização de materiais, em consonância com evidências sobre benefícios de exercícios terapêuticos estruturados para controle motor e estabilidade postural (SHUMWAY-COOK; WOOLLACOTT, 2003; O’SULLIVAN; SCHMITZ, 2010). Além disso, o projeto favoreceu o desenvolvimento de competências práticas, planejamento terapêutico e sensibilidade ambiental entre os acadêmicos, refletindo tendências contemporâneas de formação em saúde voltadas à integralidade do cuidado (TEIXEIRA et al., 2014). As principais limitações referem-se ao pequeno número de participantes, à realização em espaço domiciliar e à disponibilidade restrita de materiais e tempo. Conclui-se que o circuito terapêutico sustentável é uma estratégia viável, acessível e educativa, com potencial de ampliação para serviços de saúde e projetos comunitários.
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