A SUBVERSÃO DA IDENTIDADE GRUPAL NA MODERNIDADE LÍQUIDA E SUAS IMPLICAÇÕES CLÍNICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.28575Palavras-chave:
Teoria da Identidade Social. Morte social. Hiperindividualismo. Modernidade líquida. Narcisismo. Implicações clínicas.Resumo
O presente artigo propõe uma análise crítica da distorção contemporânea da Teoria da Identidade Social (Tajfel & Turner, 1979), argumentando que o mecanismo de identificação grupal foi progressivamente capturado pela lógica hiperindividualista da sociedade atual. Em vez de cumprir sua função original de construção do coletivo e regulação do comportamento social, a identidade grupal passa a operar como instrumento de afirmação narcísica do eu. Para nomear as consequências subjetivas desse processo, os autores propõem o conceito de morte social[1] — uma mutação mais sofisticada e subversiva da morte intelectual, na qual o sujeito mantém a aparência de vida cognitiva enquanto perde, de forma silenciosa, sua capacidade de ser genuinamente afetado pelo outro. Articulando esse diagnóstico com os conceitos de modernidade líquida (Bauman, 2001), cultura do narcisismo (Lasch, 1979) e dissonância cognitiva (Festinger, 1957), o artigo examina as consequências desse fenômeno para a coesão psíquica e social, discutindo ao final suas implicações para a prática clínica em psicologia.
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