TRATAMENTO PRECOCE DA ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA (ELA) E SUA INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DE VIDA DOS PACIENTES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.28479Palavras-chave:
Esclerose Lateral Amiotrófica. Qualidade de Vida. Cuidados Paliativos. Diagnóstico Precoce. Equipe Multidisciplinar.Resumo
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal que compromete de forma significativa a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes. Diante da ausência de cura, o manejo terapêutico assume papel central na manutenção do bem-estar ao longo da evolução do quadro. Este artigo teve como objetivo avaliar se o início precoce do manejo terapêutico da ELA, em comparação ao início tardio, está associado a melhores índices de qualidade de vida dos pacientes acometidos pela doença. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, estruturada a partir do acrônimo PICO, com busca realizada nas bases PubMed/MEDLINE, LILACS (via BVS) e Scopus, considerando estudos publicados entre janeiro de 2021 e junho de 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade segundo o modelo PRISMA, foram incluídos 26 estudos. Os achados evidenciam que o impacto da ELA ultrapassa o comprometimento motor, abrangendo dimensões emocionais, sociais e existenciais. As terapias farmacológicas disponíveis apresentam efeito limitado sobre o curso da doença, enquanto intervenções como suporte nutricional e ventilatório, reabilitação, cuidados paliativos e assistência domiciliar mostram-se fundamentais para a preservação da qualidade de vida. Conclui-se que, mesmo na ausência de cura, a implementação precoce de uma abordagem terapêutica abrangente, individualizada e multidisciplinar favorece a autonomia, o planejamento do cuidado e a dignidade dos pacientes ao longo da progressão da ELA.
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