ENTRE A LEMBRANÇA E O ESQUECIMENTO: A MEMÓRIA COMO RESISTÊNCIA DA CLASSE TRABALHADORA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.28427Palavras-chave:
Memória. Classe Social. Capitalismo. Materialismo Histórico-dialético. Luta de classes.Resumo
Este artigo analisa a memória como categoria social e histórica, destacando seu papel na organização das classes sociais no modo de produção capitalista. O trabalho consiste em análise bibliográfica, em que, a partir do Materialismo Histórico-Dialético e das contribuições do sociólogo francês Maurice Halbwachs, a memória é compreendida como fenômeno coletivo, constituído pelos quadros sociais e permeado por disputas de poder. A relação entre lembrança e esquecimento demonstra que a memória não é neutra, mas atravessada por interesses que a transformam em instrumento da luta de classes. O estudo dialoga ainda com obras de Elizabeth Jelin, Edward P. Thompson e Walter Benjamin, evidenciando como a memória articula experiências históricas, culturais e políticas. As considerações finais destacam que a memória, além de reconstruir o passado, atua como ferramenta ativa na formação da consciência de classe e na disputa simbólica, configurando-se como um elemento estratégico para compreender e transformar a realidade social.
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