ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO NO DIAGNÓSTICO, PREVENÇÃO E CONTROLE DA SÍFILIS CONGÊNITA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.28027Palavras-chave:
Sífilis Congênita. Treponema pallidum. Transmissão Vertical. Assistência Farmacêutica.Resumo
A sífilis na gestação e a sífilis congênita (SC) constituem graves problemas de saúde pública global. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cerca de 1,5 milhão de gestantes são infectadas anualmente no mundo. A SC é causada pela espiroqueta Treponema pallidum, transmitida por via vertical (transplacentária) ou por contato direto com lesões maternas no parto. Suas manifestações variam desde quadros assintomáticos ao nascimento até prematuridade, baixo peso, lesões cutâneo-mucosas, hepatoesplenomegalia, alterações ósseas e óbito fetal. O diagnóstico correto exige correlação clínica e exames imunológicos (testes treponêmicos e não treponêmicos, como o Venereal Disease Research Laboratory - VDRL). O tratamento padrão-ouro consiste na administração de benzilpenicilina (benzatina, potássica/cristalina ou procaína) conforme o estágio da infecção e o envolvimento liquórico no recém-nascido. Este estudo constitui uma revisão integrativa da literatura com o objetivo de mapear as evidências científicas sobre a fisiopatologia, diagnóstico e as barreiras assistenciais da SC, com ênfase na atuação clínica do farmacêutico na Atenção Primária à Saúde. Conclui-se que o farmacêutico atua como agente crucial na equipe multiprofissional através do rastreamento por testes rápidos, orientação farmacoterapêutica, busca ativa de parceiros sexuais e promoção da adesão ao tratamento, mitigando falhas operacionais e reduzindo a transmissão vertical.
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