DESAFIOS CLÍNICOS NO TRATAMENTO RESTAURADOR DA AMELOGÊNESE IMPERFEITA

Autores

  • João Pedro Oliveira Viana dos Santos Uninovafapi
  • Ana Ariel Araújo Correia Uninovafapi
  • Básia Rabelo Nogueira Uninovafapi
  • Anna Vitória Mendes Viana Silva Uninovafapi
  • Taina de Castelo Branco Araujo Uninovafapi
  • Matheus Araújo Brito Santos Lopes Uninovafapi

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27807

Palavras-chave:

Amelogênese Imperfeita. Tratamento Restaurador. Facetas Laminadas. Estética dental.

Resumo

Introdução: A amelogênese imperfeita (AI) caracteriza-se como uma anomalia hereditária que compromete a formação, estrutura e aparência do esmalte dentário, afetando tanto a dentição decídua quanto a permanente. Manifesta-se em três fenótipos principais: hipoplásico (falha na secreção da matriz), hipocalcificado (falha na mineralização inicial) e hipomaturado (falha na maturação final dos cristais). Essas variações resultam em dentes com aparência opaca, rugosa ou amarelada, frequentemente associados à hipersensibilidade severa e ao desgaste precoce. Além dos prejuízos biológicos e funcionais, a AI exerce um impacto psicossocial significativo, afetando a autoestima e as relações interpessoais, especialmente em crianças e adolescentes. O manejo clínico é complexo, pois o cirurgião-dentista enfrenta limitações técnicas severas relacionadas à fragilidade do esmalte e à adesão deficiente dos materiais restauradores tradicionais. Objetivo: O presente estudo analisa, por meio de uma revisão de literatura, os desafios clínicos enfrentados no tratamento restaurador da amelogênese imperfeita. O foco recai sobre as técnicas restauradoras mais utilizadas e suas implicações na função, estética e longevidade, buscando identificar estratégias que minimizem complicações e otimizem os resultados clínicos. Materiais e Métodos: A pesquisa configura-se como uma revisão crítica de literatura fundamentada em buscas nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). A estratégia de busca utiliza descritores controlados como “amelogenesis imperfecta”, “restorative dentistry” e “adhesive systems”. A seleção dos estudos segue a metodologia PICO, contemplando pacientes com AI, intervenções restauradoras conservadoras, comparação entre materiais e desfechos clínicos. Os critérios de inclusão abrangem artigos originais, ensaios clínicos e relatos de caso em português, inglês ou espanhol, submetidos a uma triagem em duas etapas por avaliadores independentes para garantir a confiabilidade dos dados extraídos. Resultados: Os achados evidenciam que a adesão ao esmalte hipomineralizado representa o maior obstáculo clínico, uma vez que a alteração mineral impede a formação de microrretenções estáveis. Em casos moderados, as resinas compostas são amplamente utilizadas por serem conservadoras e facilitarem reparos, embora apresentem maior risco de microinfiltração e desgaste. Para reabilitações definitivas em adultos, o dissilicato de lítio destaca-se como o padrão-ouro devido à sua resistência mecânica e estabilidade estética. Discussão :A discussão ressalta que o sucesso do tratamento não depende exclusivamente do material escolhido, mas de uma abordagem multidisciplinar que integra odontopediatria, ortodontia e prótese para restabelecer a dimensão vertical e a harmonia oclusal. O uso de tecnologias digitais, como o sistema CAD/CAM e impressões 3D, surge como uma tendência promissora para aumentar a precisão e o conforto do paciente, embora ainda careça de mais estudos longitudinais de longo prazo. Conclusão: Conclui-se que o tratamento da amelogênese imperfeita exige um protocolo individualizado e adaptado ao fenótipo do paciente. Não existe uma solução única, mas sim um processo evolutivo de reabilitação. O diagnóstico precoce e a manutenção preventiva contínua são determinantes para o prognóstico. A integração de técnicas minimamente invasivas com o suporte psicossocial é essencial para garantir a longevidade funcional e a recuperação da qualidade de vida do paciente.

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Biografia do Autor

João Pedro Oliveira Viana dos Santos, Uninovafapi

Acadêmico de Odontologia – Uninovafapi – Afya.

Ana Ariel Araújo Correia, Uninovafapi

Acadêmica de Odontologia – Uninovafapi – Afya.

Básia Rabelo Nogueira, Uninovafapi

Orientadora – Uninovafapi – Afya.

Anna Vitória Mendes Viana Silva, Uninovafapi

 Orientadora – Uninovafapi – Afya.

Taina de Castelo Branco Araujo, Uninovafapi

 Orientadores – Uninovafapi – Afya.

Matheus Araújo Brito Santos Lopes, Uninovafapi

Orientador – Uninovafapi – Afya.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Santos, J. P. O. V. dos, Correia, A. A. A., Nogueira, B. R., Silva, A. V. M. V., Araujo, T. de C. B., & Lopes, M. A. B. S. (2026). DESAFIOS CLÍNICOS NO TRATAMENTO RESTAURADOR DA AMELOGÊNESE IMPERFEITA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(6), 1–15. https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27807