TC EM EMERGÊNCIAS EM GESTANTES: QUANDO ESTÁ INDICADA E QUAIS OS RISCOS ENVOLVIDOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27788Palavras-chave:
Gravidez. Tomografia Computadorizada. Emergências. Diagnóstico por Imagem. Radiação Ionizante.Resumo
Esse artigo buscou avaliar o uso da tomografia computadorizada (TC) no diagnóstico precoce de complicações em gestantes em situações emergenciais. Para isso, foi realizada uma revisão integrativa nas bases de dados PubMed, Embase e Google Scholar com gestantes em emergência clínica submetidas à TC, comparada a outros métodos diagnósticos, avaliando acurácia diagnóstica e riscos maternos-fetais. Os estudos mostram que a TC na gestação é utilizada principalmente em emergências clínicas, sobretudo em condições maternas graves. As principais indicações incluem trauma, embolia pulmonar suspeita e abdominalgia, especialmente após ultrassonografia (US) inconclusiva. A US é o método inicial, enquanto a ressonância magnética (RNM) atua como alternativa sem radiação. A TC é amplamente disponível e garante rapidez diagnóstica, uma opção viável diante de resultados inconclusivos da US, indisponibilidade de RNM ou emergência clínica. Apesar de, usualmente, as doses de radiação estarem abaixo do limiar para efeitos determinísticos, deve-se considerar o risco de efeitos teóricos estocásticos. Por outro lado, as divergências podem estar relacionadas às limitações encontradas, como à heterogeneidade dos dados e à baixa disponibilidade de estudos. Logo, a indicação de TC em gestantes deve balancear o risco fetal e o benefício diagnóstico.
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