DIABETES MELLITUS E IMPLANTES DENTÁRIOS: IMPACTO DO CONTROLE METABÓLICO NA ESTABILIDADE E SOBREVIVÊNCIA DOS IMPLANTES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27778Palavras-chave:
Diabetes mellitus. Implantes dentários. Osseointegração. Controle glicêmico. Peri-implantite.Resumo
A crescente prevalência do diabetes mellitus em âmbito mundial tem ampliado os desafios relacionados à reabilitação oral com implantes dentários, especialmente devido aos potenciais efeitos da hiperglicemia sobre o processo de osseointegração. Nesse contexto, compreender a influência do controle glicêmico no sucesso da terapia implantar tornou-se fundamental para a prática clínica odontológica. O presente estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão da literatura, a relação entre diabetes mellitus, controle glicêmico e osseointegração de implantes dentários. Foi realizada uma revisão narrativa baseada em artigos científicos publicados entre 2016 e 2026, selecionados na base de dados PubMed/MEDLINE. Os resultados demonstraram que pacientes diabéticos com adequado controle glicêmico podem apresentar taxas de sobrevivência e estabilidade dos implantes semelhantes às observadas em indivíduos não diabéticos. Por outro lado, a hiperglicemia persistente está associada ao atraso da cicatrização óssea, maior risco de perda óssea peri-implantar e aumento da suscetibilidade às doenças peri-implantares. Além disso, evidências recentes sugerem que novas terapias antidiabéticas podem contribuir positivamente para a saúde óssea e peri-implantar. Conclui-se que o controle glicêmico adequado representa um fator determinante para a previsibilidade e o sucesso da terapia com implantes dentários em pacientes diabéticos.
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