AVANÇOS NAS PRÁTICAS ANALÍTICAS DA HEMATOLOGIA FORENSE IDENTIFICADORA EM LOCAIS DE CRIME
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27632Palavras-chave:
Hematologia Forense. Imagem Hiperspectral. Espectroscopia Portátil. Políticas Públicas. Criminalística.Resumo
A hematologia forense é crucial na elucidação de crimes, mas métodos tradicionais apresentam limitações severas, como falsos positivos e inespecificidade para sangue humano. Este estudo analisou as ferramentas metodológicas da hematologia forense identificadora em aperfeiçoamento, investigando avanços tecnológicos capazes de potencializar a resolução de delitos. Realizou-se uma revisão narrativa de literatura descritiva e qualitativa, com buscas efetuadas entre 2025 e 2026 nas bases SciELO, Google Acadêmico, ScienceDirect e Journal of Forensic Sciences. Incluíram-se estudos em português, inglês e espanhol publicados entre 2021 e 2026, além de literatura clássica para fundamentação teórica, excluindo-se pesquisas estritamente laboratoriais ou do âmbito da hematologia forense reconstrutora. Os resultados apontam que a Imagem Hiperspectral (HSI) integrada à Inteligência Artificial atua como ferramenta revolucionária ao isolar a assinatura molecular da hemoglobina, eliminando falsos positivos e permitindo a diferenciação interespécies automatizada. Adicionalmente, constatou-se o avanço na datação não destrutiva de manchas de sangue em locais de crime por espectroscopia portátil (Raman/FTIR) que, ao monitorar a degradação química da hemoglobina, estima matematicamente o intervalo de tempo do fato. Conclui-se que o avanço tecnológico da criminalística não pode depender apenas do esforço acadêmico, sendo imperativo que o Poder Público assuma seu papel central mediante formulação de políticas públicas estruturadas e investimentos financeiros contínuos para a modernização laboratorial e a consolidação prática dessas novas ferramentas na rotina pericial.
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