EQUIDADE E TERAPIA NUTRICIONAL NO MANEJO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2: DETERMINANTES SOCIAIS E OS DESAFIOS DA ASSISTÊNCIA NO SUS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27622Palavras-chave:
Diabetes Mellitus tipo 2. Saúde pública. Sistema Único de Saúde. Prevenção. Nutrição. Políticas públicas.Resumo
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica de grande impacto na saúde pública, associada a elevados custos econômicos e sociais, especialmente no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). Este trabalho tem como objetivo analisar os efeitos do DM2 sobre o sistema público brasileiro, destacando a relevância das ações de prevenção, controle e do acompanhamento interdisciplinar na redução desses impactos. A pesquisa foi realizada por meio de revisão narrativa da literatura, de caráter qualitativo e descritivo, considerando estudos publicados entre 2015 e 2025 em bases como SciELO, PubMed, LILACS e Google Acadêmico. Foram abordados temas relacionados à epidemiologia da doença, fatores de risco, complicações clínicas, custos assistenciais e o papel do nutricionista no manejo terapêutico. Os resultados indicam que o DM2 está associado a fatores modificáveis, como alimentação inadequada, sedentarismo e excesso de gordura abdominal, bem como a determinantes sociais, incluindo baixa renda e escolaridade limitada. Complicações como retinopatia, neuropatia e nefropatia aumentam a morbimortalidade e os gastos hospitalares, gerando sobrecarga ao SUS. Evidências científicas sugerem que investimentos em prevenção, educação em saúde e mudanças no estilo de vida são mais sustentáveis e eficazes do que o tratamento das complicações avançadas. O nutricionista exerce papel central no controle do DM2, elaborando planos alimentares individualizados, promovendo educação nutricional e integrando ações multiprofissionais que favorecem a melhora da qualidade de vida. Além disso, a inclusão de alimentos ricos em fibras, compostos bioativos e probióticos pode auxiliar no controle glicêmico e na redução da inflamação sistêmica. Conclui-se que o manejo eficaz do DM2 requer uma abordagem contínua e integrada, combinando prevenção, diagnóstico precoce e cuidado centrado no paciente, com atuação articulada entre profissionais de saúde e políticas públicas.
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