ANÁLISE DO USO DE MEDICAMENTOS PARA PERDA DE PESO DE FORMA NÃO SUPERVISIONADA: IMPLICAÇÕES CLÍNICAS E PSICOLÓGICAS RECORRENTES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.27163Palavras-chave:
Fármacos antiobesidade. Medicamentos sem prescrição. Obesidade.Resumo
Esse artigo buscou analisar as principais repercussões clínicas e psíquicas decorrentes do uso de fármacos antiobesidade sem prescrição ou acompanhamento profissional. Através de uma revisão integrativa da literatura, de caráter qualitativo e exploratório, foram selecionadas 18 publicações científicas indexadas nas bases Google Scholar, Medline e SciELO no recorte temporal de 2021 a 2026. Os resultados revelam que o uso indiscriminado, impulsionado por pressões estéticas sociais e mídias digitais, foca principalmente em substâncias como semaglutida e sibutramina. As implicações clínicas identificadas variam de distúrbios gastrointestinais a condições graves como pancreatite aguda e riscos cardiovasculares, enquanto no âmbito psicológico observou-se alta associação com ansiedade, depressão e ideação suicida. Conclui-se que a administração desregulada desses agentes terapêuticos representa um grave risco à saúde coletiva, demandando estratégias urgentes de educação em saúde, maior rigor na fiscalização do comércio e a atuação de equipes multidisciplinares para garantir intervenções seguras no manejo da perda de peso.
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