PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS MALFORMAÇÕES NEUROLÓGICAS CONGÊNITAS EM RORAIMA NO PERÍODO PÓS-EPIDEMIA DE ZIKA VÍRUS (2016–2019)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.26421Palavras-chave:
Anomalias congênitas. Infecção por Zika vírus. Saúde materno-infantil. Epidemiologia.Resumo
As malformações neurológicas congênitas constituem importante problema de saúde pública, especialmente em regiões marcadas por desigualdades socioambientais e limitações no acesso ao cuidado pré-natal. O surto de Zika vírus ocorrido no Brasil reforçou a necessidade de compreender o comportamento desses agravos em diferentes contextos. Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico das malformações neurológicas congênitas no estado de Roraima, no período de 2016 a 2019, após o surto de Zika vírus no Brasil. Trata-se de um estudo observacional descritivo, com abordagem retrospectiva e prospectiva, realizado no Centro de Referência da Saúde da Mulher e no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, em Boa Vista, Roraima. Foram analisados 39 casos de malformações neurológicas congênitas identificados por meio de prontuários médicos e aplicação de ficha epidemiológica. Realizou-se análise descritiva das variáveis, considerando tipo de malformação, ano de ocorrência e município de residência. As malformações mais frequentes foram hidrocefalia, microcefalia e mielomeningocele, correspondendo a 76,8% dos casos. Observou-se predominância de registros no município de Boa Vista, com menor número de notificações nos municípios do interior. Os achados evidenciam a relevância das malformações neurológicas congênitas no período pós-Zika em Roraima e apontam para a necessidade de fortalecimento da assistência pré-natal e da vigilância em saúde materno-infantil.
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