POVOS INDÍGENAS, EDUCAÇÃO AMBIENTAL E GESTÃO TERRITORIAL NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25378Palavras-chave:
Ecologia Humana. Sustentabilidade. Governança Ambiental.Resumo
Este estudo analisa tematicamente a produção científica sobre povos indígenas, educação ambiental e gestão territorial no Brasil (2012-2025), identificando desafios e estratégias de manejo sustentável em Terras Indígenas. Realizou-se uma revisão sistemática orientada pelo PRISMA 2020 com buscas em seis bases de dados nacionais e internacionais. Foram recuperados 2.289 registros; após remoção de duplicatas e triagens, 38 estudos compuseram o corpus. A análise bibliométrica mostrou concentração de publicações a partir de 2020, maior incidência de estudos no Norte e Centro-Oeste e predominância dos biomas Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. A análise temática identificou sete eixos temáticos inter-relacionados: epistemologias indígenas e conhecimentos ecológicos tradicionais; educação ambiental intercultural e decolonial; identidade, memória e resistência cultural; práticas de manejo territorial e ambiental; conflitos socioambientais e injustiças territoriais; protagonismo indígena e gestão territorial autônoma; e mudanças climáticas e justiça climática. Os achados indicam que a sustentabilidade territorial indígena depende da articulação entre saberes tradicionais, educação ambiental, instrumentos como Planos de Gestão Territorial e Ambiental e garantia de direitos territoriais frente a pressões do agronegócio, projetos de infraestruturas e violências. Persistem lacunas sobre resíduos sólidos e sobre o monitoramento de políticas e planos, apontando prioridades para pesquisas e políticas públicas.
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