INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E AS RELAÇÕES HUMANAS NO AMBIENTE CORPORATIVO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30208Palabras clave:
Inteligência artificial. Relações humanas. Ambiente corporativo. Gestão algorítmica. Confiança.Resumen
A incorporação da inteligência artificial (IA) ao ambiente corporativo tem transformado processos decisórios, formas de comunicação, mecanismos de controle e práticas de gestão de pessoas. Este artigo analisa como essas mudanças interferem nas relações humanas no trabalho, considerando confiança, autonomia, motivação, cooperação, liderança, segurança psicológica e contrato psicológico. Metodologicamente, trata-se de estudo qualitativo, exploratório-descritivo, desenvolvido por meio de revisão integrativa da literatura e ensaio teórico, articulando autores clássicos das relações humanas e do comportamento organizacional com estudos recentes sobre IA, colaboração humano–máquina e gestão algorítmica. Os resultados da análise indicam que a IA pode ampliar competências, democratizar conhecimento e reduzir tarefas de baixo valor, mas também pode produzir distanciamento social, vigilância, redução de autonomia, objetificação e perda de legitimidade quando utilizada de forma opaca ou exclusivamente orientada ao controle. Argumenta-se que os efeitos relacionais da IA são contingentes ao desenho sociotécnico e à governança adotada. Propõe-se, ao final, um conjunto de princípios para uso responsável: finalidade, proporcionalidade, participação, supervisão humana significativa, transparência relacional e aprendizagem contínua. Conclui-se que o desafio corporativo não consiste em escolher entre tecnologia e humanização, mas em integrar IA de modo que a eficiência seja acompanhada por confiança, justiça e preservação da centralidade humana.
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