DETERMINANTES DA SAÚDE OCUPACIONAL DOS TRABALHADORES DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: REVISÃO INTEGRATIVA COM ÊNFASE NOS RISCOS PSICOSSOCIAIS E NAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30129

Palabras clave:

Atenção Primária à Saúde. Saúde Ocupacional. Saúde do Trabalhador. Condições de Trabalho. Sustentabilidade. Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Resumen

Objetivo: Analisar os efeitos das condições ambientais de trabalho e das práticas de sustentabilidade sobre a saúde ocupacional dos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS). Método: Revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed, Scopus, SciELO e LILACS, contemplando estudos publicados entre 2019 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. A questão de pesquisa foi estruturada segundo a estratégia PEO (Problema, Exposição, Outcomes). A seleção, extração e análise dos dados seguiram as etapas metodológicas propostas por Whittemore e Knafl (2005) e Mendes, Silveira e Galvão (2008). Foram incluídos 25 estudos, submetidos à síntese narrativa com categorização temática indutiva. A qualidade metodológica foi avaliada com instrumentos do Joanna Briggs Institute (JBI) específicos para cada delineamento. Resultados: Identificaram-se quatro categorias temáticas: condições ambientais de trabalho e saúde ocupacional; riscos psicossociais e organização do trabalho; práticas de sustentabilidade nos serviços de saúde; e interface entre sustentabilidade e saúde do trabalhador. As evidências demonstraram associação entre condições ambientais inadequadas e maior ocorrência de estresse ocupacional, síndrome de burnout, adoecimento físico e mental, absenteísmo e redução da qualidade de vida no trabalho. Os riscos psicossociais, especialmente a sobrecarga laboral, destacaram-se como importantes determinantes do adoecimento. A qualidade metodológica dos estudos foi predominantemente moderada (44%) a alta (24%). Conclusão: As condições ambientais e organizacionais da APS exercem influência significativa sobre a saúde ocupacional dos trabalhadores. Os achados adquirem relevância normativa diante da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que incorporou os fatores de risco psicossocial ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais com prazo de adequação plena até maio de 2026. São necessários investimentos em políticas institucionais, capacitação profissional e estudos com delineamentos metodológicos mais robustos.

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Biografía del autor/a

Laís Caroline da Silva, UNIFRAN

Doutoranda e Mestre em Promoção de Saúde pela Universidade de Franca (UNIFRAN). Graduada em Fisioterapia pela Universidade de Franca (UNIFRAN). Atua nas áreas de Qualidade de Vida, Estresse e Saúde do Trabalhador. Fisioterapeuta e Pesquisadora - Universidade de Franca (UNIFRAN).

Ricardo Felipe Teodoro Garcia, UNIFRAN

Doutorando em Promoção de Saúde pela Universidade de Franca - (UNIFRAN). Psicólogo, Professor e Consultor - Universidade de Franca (UNIFRAN). 

Lilian Cristina Gomes do Nascimento, UNIFRAN

Pós-Doutora e Doutora em Promoção de Saúde pela Universidade de Franca (UNIFRAN). Docente e Orientadora do Programa de Mestrado e Doutorado em Promoção de Saúde e docente do curso de Fisioterapia da Universidade de Franca (UNIFRAN). Líder do Grupo de Educação e Pesquisa Interdisciplinar em Gerontologia e membro pesquisadora do Núcleo de Estudos em Promoção da Saúde (NEP-PS) - Universidade de Franca (UNIFRAN). 

Publicado

2026-09-09

Cómo citar

Silva, L. C. da, Garcia, R. F. T., & Nascimento, L. C. G. do. (2026). DETERMINANTES DA SAÚDE OCUPACIONAL DOS TRABALHADORES DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: REVISÃO INTEGRATIVA COM ÊNFASE NOS RISCOS PSICOSSOCIAIS E NAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–21. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30129