INTERSECCIONALIDADE EM TERRITÓRIOS INSURGENTES: A RE(EX)SISTÊNCIA DE MULHERES QUILOMBOLAS EM ZONAS DE CRIMES AMBIENTAIS

Autores/as

  • Gabriela Caroline Batista dos Santos UFOB
  • Claudia Batista da Silva UESB
  • Tihara Rodrigues Pereira UESB
  • Thiago Ribeiro Rafagnin UFOB

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29742

Palabras clave:

Quilombolas. Mulheres. Interseccionalidade. Racismo ambiental. Resistência.

Resumen

O presente artigo apresenta um resumo expandido da dissertação de mestrado "Interseccionalidade em territórios insurgentes: a re(ex)sistência de mulheres quilombolas em zonas de crimes ambientais", desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). O problema central da pesquisa consiste em compreender como mulheres quilombolas da comunidade Lagoa das Piranhas, em Bom Jesus da Lapa (BA), articulam agência, memória e práticas culturais para enfrentar o racismo ambiental e as desigualdades históricas que incidem sobre seu território. Adota-se a interseccionalidade como ferramenta teórico-metodológica, considerando simultaneamente raça, gênero, território e classe, em diálogo com autoras como Lélia Gonzalez, Carla Akotirene, bell hooks e Patricia Hill Collins, além de referenciais sobre racismo e justiça ambiental, agronegócio e epistemologias quilombolas. A pesquisa, de natureza qualitativa, combinou observação participante, pesquisa militante, entrevistas semiestruturadas e rodas de conversa com quinze mulheres da comunidade. Os resultados evidenciam que a contaminação da Lagoa das Piranhas pelo Projeto Público de Irrigação Formoso configura crime ambiental com graves repercussões sociais, sanitárias e culturais, e que as mulheres quilombolas ocupam posição central na denúncia, na mobilização comunitária e na preservação de saberes tradicionais diante da omissão do poder público e da morosidade estatal na titulação do território. Discute-se ainda o marco jurídico de proteção territorial quilombola, sua efetividade limitada e os avanços institucionais recentes. Conclui-se que os quilombos devem ser compreendidos não apenas como espaços geográficos, mas como construções sociais e políticas que promovem o bem-viver e a justiça ambiental, o que reforça a urgência de políticas públicas que reconheçam as especificidades desses territórios.

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Biografía del autor/a

Gabriela Caroline Batista dos Santos, UFOB

Mestra em Ciências Ambientais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA-UFOB) e docente do curso de Direito da Faculdade Unopar de Bom Jesus da Lapa-BA. Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) / Faculdade Unopar.

Claudia Batista da Silva, UESB

Mestra em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGED-UESB) e doutoranda em Educação pelo PPGED-UESB. Professora efetiva da rede municipal de Educação Básica de Bom Jesus da Lapa-BA. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) / Rede Municipal de Educação de Bom Jesus da Lapa-BA.

Tihara Rodrigues Pereira, UESB

Mestra em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGED-UESB). Professora efetiva da rede municipal de Educação Básica de Bom Jesus da Lapa-BA. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) / Rede Municipal de Educação de Bom Jesus da Lapa-BA.

Thiago Ribeiro Rafagnin, UFOB

Pós-Doutor em Direito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Doutor em Política Social e Direitos Humanos pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel) e Professor dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e em Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) – Centro das Humanidades (CEHU).

Publicado

2026-09-09

Cómo citar

Santos, G. C. B. dos, Silva, C. B. da, Pereira, T. R., & Rafagnin, T. R. (2026). INTERSECCIONALIDADE EM TERRITÓRIOS INSURGENTES: A RE(EX)SISTÊNCIA DE MULHERES QUILOMBOLAS EM ZONAS DE CRIMES AMBIENTAIS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29742