PERFIL CLÍNICO E PERCEPÇÃO DOS PACIENTES COM DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO EM UMA INTERVENÇÃO EDUCATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29667Palabras clave:
Atenção Secundária à Saúde. Doença do Refluxo Gastroesofágico. Educação em Saúde.Resumen
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica altamente prevalente na população urbana brasileira, gerando expressivo impacto negativo na qualidade de vida, no sono e na alimentação dos indivíduos. Embora o tratamento farmacológico seja o manejo tradicional, as modificações comportamentais e no estilo de vida são pilares indispensáveis e frequentemente negligenciados, resultando em baixa adesão terapêutica. Analisar o perfil clínico e os hábitos de vida de pacientes com DRGE atendidos em um serviço ambulatorial, investigando suas principais dificuldades e desafios cotidianos para subsidiar ações educativas direcionadas. Estudo observacional, transversal e descritivo, com abordagem quali-quantitativa, realizado com 10 pacientes adultos atendidos em um Centro Regional de Especialidades (CRE) no município de Cachoeiro de Itapemirim-ES. As amostras foram predominantemente femininas (70%), com média de 62,8 anos e sobrepeso (IMC médio de 26,0 kg/m²); 60% apresentavam achado de refluxo ou esofagite à endoscopia prévia. O consumo de cafeína foi universal (100%), o sedentarismo esteve presente em 60% e 80% faziam uso frequente de medicação. A pontuação média do GerdQ foi 11,5 (±2,1), acima do ponto de corte diagnóstico. Da análise qualitativa emergiram três categorias temáticas: o impacto físico e emocional da pirose, a interferência do refluxo no sono e na rotina, e as barreiras culturais, sociais e comportamentais para seguir as orientações não farmacológicas. A abordagem qualiquantitativa permitiu integrar a avaliação dos sintomas às percepções e experiências relatadas pelos pacientes, evidenciando barreiras culturais, sociais e relacionadas à rotina que podem dificultar a adoção de medidas não farmacológicas. Os achados reforçam a importância de estratégias educativas individualizadas no acompanhamento ambulatorial, embora o delineamento do estudo não permita avaliar mudanças de comportamento ou adesão terapêutica após a intervenção.
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