POLÍTICA EDUCACIONAL E REFORMA DO ESTADO NOS GOVERNOS FHC E LULA I E II: AS CIÊNCIAS HUMANAS NO NEOLIBERALISMO

Autores/as

  • Nicole Courtouké Mastroti PUC-SP
  • Rafael de Paula Aguiar Araujo PUC-SP

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29620

Palabras clave:

Política Educacional. Neoliberalismo. Financiamento Da Educação. Ciências Humanas.

Resumen

O presente trabalho tem como objeto de análise as políticas educacionais implementadas nos governos de Fernando Henrique Cardoso (1995–2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003–2010), com ênfase nos impactos dessas políticas sobre o financiamento da educação e sobre o lugar das Ciências Humanas na educação básica brasileira. O objetivo central é examinar criticamente como as reformas educacionais desses períodos foram estruturadas no contexto da consolidação do neoliberalismo no Brasil e de que maneira essa orientação influenciou a organização curricular, os mecanismos de avaliação e o papel do Estado na garantia do direito à educação. Do ponto de vista metodológico, a pesquisa baseia-se em uma abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e documental, fundamentada na análise de legislações educacionais e documentos normativos, bem como em contribuições teóricas da literatura crítica sobre políticas educacionais e reforma do Estado no Brasil. A análise privilegia a relação entre as transformações institucionais do Estado, as diretrizes das políticas públicas educacionais e seus efeitos sobre o currículo e a organização da educação básica. Os resultados indicam que, apesar das diferenças discursivas entre os governos analisados, observa-se uma significativa continuidade nas diretrizes educacionais, marcadas pela centralidade da avaliação por desempenho, pela padronização curricular e pela ampliação de mecanismos de regulação baseados em metas e indicadores. No que se refere às Ciências Humanas, essas políticas contribuíram para a redução de seu papel formativo crítico, subordinando esse campo do conhecimento a uma lógica funcional e tecnocrática. Conclui-se que, embora tenham ocorrido avanços pontuais na ampliação do acesso à educação e na reinserção de disciplinas como Filosofia e Sociologia no ensino médio, as políticas educacionais do período permaneceram, em grande medida, orientadas pelos princípios da racionalidade neoliberal, evidenciando a necessidade de repensar o papel do Estado e de fortalecer um projeto educacional comprometido com a formação crítica, a democracia e a justiça social.

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Biografía del autor/a

Nicole Courtouké Mastroti, PUC-SP

Mestranda em Sociologia Política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). 

Rafael de Paula Aguiar Araujo, PUC-SP

Doutor em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Pós-Doutor em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da PUC-SP. 

Publicado

2026-08-14

Cómo citar

Mastroti, N. C., & Araujo, R. de P. A. (2026). POLÍTICA EDUCACIONAL E REFORMA DO ESTADO NOS GOVERNOS FHC E LULA I E II: AS CIÊNCIAS HUMANAS NO NEOLIBERALISMO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–12. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29620