SE ELE PODE, POR QUE EU NÃO POSSO? INCLUSÃO E DESENVOLVIMENTO INFANTIL EM UMA SITUAÇÃO PEDAGÓGICA HIPOTÉTICA DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO PRÉ-II
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29535Palabras clave:
Inclusão escolar. Educação Física. Transtorno do Espectro Autista. Educação Infantil. Desenvolvimento cognitivo.Resumen
Este artigo discute os desafios e as possibilidades da inclusão de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas aulas de Educação Física na Educação Infantil, tomando como ponto de partida uma situação pedagógica hipotética em que uma criança do Pré-II questiona: “Se ele pode, por que eu não posso?”. A análise articula contribuições da teoria do desenvolvimento cognitivo de Jean Piaget, especialmente os conceitos de egocentrismo cognitivo e descentração no estágio pré-operatório, às concepções contemporâneas sobre o TEA, às orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e à legislação brasileira de inclusão. A situação apresentada não corresponde a um relato de caso, observação ou experiência profissional envolvendo uma criança ou instituição específica, sendo utilizada exclusivamente como recurso didático e analítico para problematizar situações de convivência, diferenças, regras e participação no contexto escolar. A discussão procura evitar interpretações simplificadas ou deterministas tanto sobre o desenvolvimento infantil quanto sobre o TEA, considerando a singularidade das trajetórias de desenvolvimento e as diferentes necessidades de apoio. Argumenta-se que respostas pedagógicas baseadas apenas na categorização da criança como “especial” são insuficientes para promover a compreensão das diferenças entre os pares e podem reforçar concepções reducionistas da inclusão. Defende-se que a Educação Física, quando planejada de forma acessível e intencional, pode favorecer experiências de interação, participação, desenvolvimento motor, comunicação e aprendizagem compartilhada. Nesse sentido, estratégias como organização da rotina, recursos visuais, adaptação das atividades, mediação docente e articulação entre os profissionais da escola podem contribuir para a participação de todas as crianças. Conclui-se que situações cotidianas de questionamento sobre as diferenças podem ser transformadas em oportunidades pedagógicas para o desenvolvimento da descentração, para a construção do respeito às diferenças e para a efetivação de práticas escolares inclusivas.
Descargas
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Categorías
Licencia
Atribuição CC BY