MACHISMO ESTRUTURAL, PATRIARCADO E VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: UMA ANÁLISE DAS RELAÇÕES DE PODER E DESIGUALDADE DE GÊNERO NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29469Palabras clave:
machismo estrutural. Patriarcado. violência contra a mulher. Gênero. direitos humanos.Resumen
O presente artigo analisa a relação entre o machismo estrutural, o patriarcado e a violência contra a mulher, buscando compreender como as desigualdades de gênero, historicamente construídas, contribuem para a reprodução de práticas discriminatórias e violentas na sociedade contemporânea. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório, com base em revisão bibliográfica de livros, artigos científicos, legislações e documentos oficiais das áreas do Direito, Sociologia e Estudos de Gênero. O estudo tem como eixo central os conceitos de patriarcado, machismo estrutural e violência de gênero, examinando como essas estruturas influenciam a organização das relações sociais e favorecem a manutenção de assimetrias de poder entre homens e mulheres. A análise evidencia que o machismo estrutural ultrapassa comportamentos individuais, manifestando-se em práticas sociais, culturais e institucionais que naturalizam a desigualdade de gênero e dificultam a efetivação dos direitos fundamentais das mulheres. Também demonstra que a violência contra a mulher constitui uma expressão dessas relações desiguais de poder, assumindo diferentes formas, como violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Conclui-se que o enfrentamento desse fenômeno exige a efetiva aplicação dos instrumentos jurídicos de proteção, especialmente da Lei Maria da Penha, aliada ao fortalecimento de políticas públicas, ações educativas e transformações culturais voltadas à promoção da igualdade de gênero, ao respeito aos direitos humanos e à desconstrução de padrões patriarcais historicamente consolidados.
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