FRATURAS OSTEOPORÓTICAS NO IDOSO: RECONHECIMENTO, RISCO IMINENTE, PREVENÇÃO SECUNDÁRIA E MORTALIDADE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29463Palabras clave:
Osteoporose. Fraturas por Osteoporose. Idoso. Mortalidade. Prevenção Secundária.Resumen
A osteoporose permanece assintomática até que uma fratura por fragilidade a revele, e essa fratura já sinaliza risco elevado de novo evento e de morte prematura. O objetivo desta revisão narrativa foi analisar criticamente o percurso da prevenção secundária no idoso, do reconhecimento do risco à sobrevida após a fratura, delimitando quais intervenções modificam mortalidade e quais modificam apenas incidência de fratura. Foram consultadas PubMed/MEDLINE, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde/LILACS e Cochrane Library, além de diretrizes de sociedades científicas e de documentos oficiais brasileiros e estrangeiros, com última busca em 25 de julho de 2026. A análise percorreu a subnotificação radiológica das fraturas vertebrais, a recalibração do modelo brasileiro do FRAX, a janela de risco iminente dos dois anos seguintes à primeira fratura, a hierarquia de evidência das medidas preventivas e a distância entre eficácia e cobertura assistencial. Revisão sistemática de 2026 com 69 ensaios reinterpretou o benefício da suplementação de cálcio e vitamina D como pequeno, com reduções absolutas de 1% para qualquer fratura e 0,3% para fratura de quadril, abaixo dos limiares de relevância clínica definidos pelos autores, em populações predominantemente comunitárias e sem tratamento farmacológico para osteoporose. Intervenções com redução de mortalidade demonstrada permanecem poucas e delimitadas. A prioridade é encurtar o intervalo entre a fratura sentinela e o início do cuidado.
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